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A Justiça determinou, no final da tarde desta quarta-feira (17), a reintegração de posse da área ocupada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MTST) em São Mateus, Norte do Espírito Santo. A ação foi ajuizada pela Agropecuária Aliança (Apal). Segundo o documento, a área fica no Km 16 da BR-381 e é conhecida como Armazém Inquinor. O local tem 8,5 hectares e diversos galpões.
A Justiça deferiu, ainda, uma ação de interdito proibitório. O procedimento judicial serve para defesa da posse e impede a concretização de uma ação de ocupação. O pedido foi feito pelo mesmo grupo, que também é proprietário da área vizinha onde integrantes do MTST se instalaram. O local a que se refere a decisão judicial é chamado de Fazenda Coqueirinho e fica no Km 13 da BR-381, ou seja, são terras vizinhas à área de ocupação.
“Defiro o pedido liminar para que seja impedida a parte requerida, ocupante do imóvel vizinho, de ingressar na área imóvel cuja posse pertence à autora, identificada como Fazenda Coqueirinho, próximo ao km 13, BR 381”, diz o documento.
Ocupação do MTST
Cerca de 300 famílias ocuparam, na madrugada de quarta-feira (17), uma área na zona rural de São Mateus. “A nossa reivindicação é o assentamento das 1,4 mil famílias acampadas no Espírito Santo e a desapropriação de áreas que a gente chama de defensáveis, que locais como este, que não cumprem com a lei, no caso do Ministério do Trabalho e que são improdutivas ou que tem dívida com a União”, disse a presidente nacional do Movimento Sem Terra (MTST) pelo Espírito Santo, Eliandra Fernandes, afirmando que a área está na Justiça por causa de dívidas trabalhistas. Moradores da região informaram que os manifestantes estavam em carros particulares. Além disso, relataram que o grupo está numa área de pasto, onde há gado.





