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Geral

Indústria reunida em prol da qualidade do café capixaba

A broca não é nociva à saúde, mas pode gerar perda de 20% da lavoura

por Redação Conexão Safra

em 05/10/2015 às 0h00

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O risco iminente da infestação da broca-do-café nos cafezais capixabas já está sendo debatido entre os empresários da indústria local. O objetivo é garantir a qualidade e a confiabilidade no produto. O debate surgiu a partir da resolução
(RDC 14/2014), da
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que trata da presença de matérias estranhas em alimentos e bebidas e seus limites de tolerância. A norma define a broca como matéria que não oferece riscos à saúde, mas pode demonstrar falhas no processo de produção, manipulação ou armazenamento.


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O
diretor Executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Nathan Herszkowicz, explica que, com a proibição do defensivo agrícola, Endosulfan, desde 2013, o parque cafeeiro do Brasil está desprotegido contra a broca-do-café. “Os produtores não têm autorização para importação e uso de outra substância, a incidência da praga cresceu, o que implicou no aumento, acima do previsto pela norma, do índice de fragmentos microscópicos em parte dos cafés que estão no mercado atualmente. Vale ressaltar que o inseto não é nocivo à saúde ”, avaliaHerszkowicz.


A
broca ataca os grãos de café, principalmente no período de novembro a abril, destruindo o interior do fruto. Em uma saca de 60 kg de café, a perda pode chegar a 20%. “A broca surge na lavoura e se aloja no grão no seu período de crescimento, portanto, sua existência não indica falta de boas práticas na indústria ”, revela analista técnica do Senai, engenheira de Alimentos, Bruna Gasparini.


O presidente do Sindicato da Indústria de Café do Espírito Santo (Sincafé) e vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Egídio Malanquini, acrescentou que os representantes do setor já se reuniram e estão dando andamento as análises. “Para manter a confiabilidade dos capixabas no café local, o Sincafé, em parceria com o Senai Barra Funda/SP, está realizando um ensaio laboratorial para analisar os fragmentos de insetos, ocratoxina A e umidade nos cafés do Estado. As empresas associadas ao Sindicato têm preços diferenciados para realizar o ensaio ”, disse Malanquini.


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