O Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) realizou uma transferência de tecnologia para a empresa GMI Equipamentos, que está em processo de incubação no Campus Venda Nova do Imigrante. A empresa pertence ao ex-estudante do campus Gustavo Falqueto de Oliveira, e tem como sócia uma outra ex-estudante, Maria Imaculada Augusto. O processo foi viabilizado por meio da Agência de Inovação do Ifes (Agifes).A transferência se refere ao torrador de leito fluidizado com controle automático para café, produto desenvolvido em pesquisa no curso de Ciência e Tecnologia dos Alimentos, no Campus Venda Nova do Imigrante. Gustavo foi um dos participantes da pesquisa, junto com os servidores Lucas Louzada Pereira, Aldemar Polonini Moreli e Ademilson Pelengrino Bellon. O trabalho teve o financiamento do Siccob Sul Serrano.
Pelo contrato firmado, a empresa GMI poderá prospectar e colocar o produto para ser comercializado no mercado. O Ifes e o Sicoob receberão royalties a partir das vendas do torrador. A gestora de Inovação da Agifes, Maria Paula Delmaestro, explica que a partir desse eventual retorno financeiro, a instituição poderá fazer ainda mais investimentos em inovação.
O professor Aldemar Polonini conta que a pesquisa aconteceu de 2018 a 2022. O equipamento desenvolvido se destina à torra de pequenas quantidades de café. “É um equipamento de laboratório, que pode também vir a ser aplicado em cafeterias, que é capaz de torrar de 50g a 250g de café”, contou.
O torrador desenvolvido dentro do Ifes se propõe a ser um produto de custo-benefício melhor do que o atual líder de mercado, com preço significativamente mais baixo e capacidade de torrar até cinco vezes mais café. Após a fase de desenvolvimento do projeto, houve a entrega do produto ao Sicoob, e agora, foi feito o processo de transferência de tecnologia para a GMI Equipamentos.
Aldemar Polonini destaca a importância de todo esse processo. “Foi possível envolver o setor privado no financiamento de ideias que surgem dentro da academia, e isso culminou com a geração de um produto único num curto espaço de tempo. Geralmente, modelos dessa natureza levam muito mais tempo. Isso também se relaciona com nosso papel social, que é contribuir com a evolução da cadeia produtiva do café”, afirmou.