Mais lidas 🔥

Empreendedorismo no café
Empreendedor transforma Kombi em ponto de venda dos cafés de qualidade que ele mesmo produz

Dia do Agricultor
Do concreto ao cafezal: uma história de transformação no interior capixaba

Investigação
Operação prende suspeitos de fraude na comercialização de café no sul do ES

Política agrícola
Projeto cria preço mínimo para proteger produtores de cacau

28 de julho, Dia do Agricultor
O café que trouxe uma geração de volta ao sítio centenário

A Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), em parceria com outras instituições de destaque na cafeicultura de qualidade, realizou sete visitas técnicas em propriedades de Indicação Geográfica (IG) e marcas coletivas na região das Montanhas capixabas, na última semana. A missão também contou com a reunião do Fórum Origem Capixaba Sobre Indicações Geográficas e Marcas Coletivas.
O objetivo do Fórum, que aconteceu no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Ifes), campus de Venda Nova do Imigrante, foi estabelecer um planejamento conjunto das instituições para o desenvolvimento das IGs e produtos com qualidade vinculada à origem.
O secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, explicou que as Indicações Geográficas têm um papel fundamental para o desenvolvimento rural do Espírito Santo. “Por meio das IG’s, é possível agregar valor aos produtos que apresentam características próprias vinculadas à região onde estão inseridos, oportunizando uma série de benefícios socioeconômicos que podem ser alcançados por comunidades rurais, como a valorização da cultura local e a geração de emprego e renda”, pontuou Bergoli.
Durante o intercâmbio, foram realizadas, ao todo, sete visitas técnicas que compreenderam produtores vinculados às três indicações geográficas: São Bento de Urânia para inhame; Montanhas capixabas para café arábica; e Venda Nova do Imigrante para socol, além de produtores derivados lácteos que receberam Selo Arte, um certificado de identidade e qualidade, que possibilita o comércio nacional de produtos alimentícios elaborados de forma artesanal.
A missão permitiu ao grupo conhecer o trabalho realizado com os produtores capixabas vinculados às IG’s e também o benefício obtido pelos produtores que foram reconhecidos como artesanais e receberam o Selo Arte.
Com nove regiões no Estado registradas como IG no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e outras quatro em análise, a produção capixaba está repleta de desafios e oportunidades. Assim, o Fórum Origem Capixaba Sobre Indicações Geográficas E Marcas Coletivas trouxe no encontro novas estratégias para alavancar o desenvolvimento da produção rural de qualidade no Estado.
O encontro contou com a participação dos Ifes de Guarapari, Vitória, Venda Nova, São Paulo e Pará, bem como do Ministério da Agricultura, Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), bem como produtores das associações das IG’s. Atualmente, a Secretaria da Agricultura está como coordenadora do Fórum e o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) responde pela secretaria-executiva.
Indicação Geográfica (IG)
A Indicação Geográfica é a marca territorial que reconhece uma localidade como a origem de um produto ou serviço. O termo foi se firmando quando produtores, comerciantes e consumidores começaram a identificar que alguns produtos de determinados lugares apresentavam uma qualidade única, explorando as características naturais, como geográficas (solo, vegetação), meteorológicas (clima) e humanas (cultivo, tratamento, manufatura). O selo de indicação geográfica atesta a origem do produto e garante o controle rígido de sua qualidade e é concedido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).




