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Por ?Lucia Bonino
A Feira do Produtor Rural, que acontece no centro de Guaçuí, recebeu, na sexta-feira (22), a visita de um grupo de 19 pessoas, de Muqui. Eles vieram conferir de perto como funciona a feira, que já virou referência na região. A visita do grupo foi acompanhada pelo presidente da Associação da Feira Livre de Guaçuí, Gerson Alves Vargas, e também pela técnica agrícola da Secretaria Municipal de Agricultura, Kênia Rezende Cardoso.
De acordo com uma das visitantes, Helen Lima, foi a organização com que tudo é feito que chamou a atenção. “Tudo é muito organizado e padronizado, isso faz a diferença logo de cara ”, disse ela. Helen, que trabalha com queijos, geleias, doces e tapioca, contou que o grupo representa um novo modelo de feira em Muqui. Ela explicou que, há pouco mais de um mês, 30 pessoas, várias que já faziam parte da feira de agricultura familiar, que acontece todas as terças, na cidade, resolveram partir para uma nova experiência e criaram a “Feira Cidade Menina ”. Essa nova feira acontece em dia diferente (aos sábados) e num modelo alternativo. “Abrimos também para artesanato e produtos do agronegócio ”, contou.
Segundo ela, para começar, a nova feira contou com o apoio da Associação Comercial e também da Cafesul. A feira funciona com barracas comuns, daquelas compradas para festas, e os produtos ficam expostos em mesas. “Por enquanto, a padronização fica por conta de tolhas que usamos para forrar as mesas, que fizemos todas iguais. Essas barracas usadas aqui são muito mais resistentes ”, observou Helen.
Modelo
Além do modelo de padronização, os visitantes de Muqui também quiseram saber detalhes da forma de organização adotada em Guaçuí. Gerson Vargas explicou que o primeiro e mais difícil passo foi a criação de uma associação. “No começo, foi difícil, mas criamos as regras e fomos nos adaptando. Antes, era cada um por si. Agora, fazemos tudo junto ”, disse ele.
Essa união a que Gerson se referiu vai desde a fiscalização mutua, para que os produtos ofertados por todos estejam dentro dos padrões de qualidade, até a montagem e desmontagem da feira. “Hoje, montamos e desmontamos tudo bem rápido. Cada um tem sua função, até as senhoras ”, contou.
Kênia Cardoso reafirmou a importância do trabalho coletivo. “Documentar as coisas facilita bastante. A criação da associação deixou claras, as regras, direitos e deveres de cada parte envolvida ”, completou.
Dúvidas
Durante a visita, o grupo de Muqui também tirou dúvidas sobre a forma de fiscalização e licenciamento de produtos de origem animal &ndash, um dos grandes problemas para feirantes de todo o país, sobre quem pode participar da feira, formação de parcerias com o poder público e também sobre as capacitações que os integrantes da feira de Guaçuí fizeram, inclusive, um curso de associativismo oferecido pelo Sebrae. “Estamos engatinhando ainda. Viemos ver o exemplo da Feira de produtores e também vamos conhecer outros modelos ”, finalizou Helen.
Atualmente, a Feira do Produtor Rural acontece todas as quartas e sextas-feiras, das 15h30 até as 21 horas. São 30 barracas, onde trabalham cerca de 40 famílias. Dados do Sebrae apontam que duas mil pessoas, em média, passam pela feira nas sextas-feiras. De acordo com o presidente da Associação, algumas famílias também vendem seus produtos para o comércio local, mas a maioria tem, na feira, sua principal fonte de renda. Segundo Gerson, o faturamento semanal é de cerca de R$ 30 mil.





