Avanço no agro

Espírito Santo ganha unidade da Embrapa para impulsionar agro sustentável

Estrutura instalada em Vitória reúne Embrapa, Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural, Universidade Federal do Espírito Santo, Instituto Federal do Espírito Santo e Governo do Estado para desenvolver soluções voltadas à transição de sistemas agroalimentares sustentáveis

Embrapa Espírito Santo
Foto: reprodução/redes sociais

O Espírito Santo passou a contar com uma nova estrutura estratégica para fortalecer a pesquisa agropecuária e acelerar a inovação no campo. Foi lançada nesta quinta-feira (26), em Vitória, a Unidade Mista de Pesquisa e Inovação da Embrapa (Umipi), instalada no Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), com foco no desenvolvimento de soluções ligadas à transição de sistemas agroalimentares sustentáveis.

A cerimônia de assinatura da criação da unidade foi realizada no Palácio Anchieta, no Centro de Vitória, com a presença do governador Renato Casagrande, da presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Silvia Massruhá, do diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da estatal, Clenio Pillon, da chefe da Embrapa Agrobiologia, Cristhiane Amâncio, além de representantes de instituições parceiras, parlamentares, lideranças regionais e convidados.

A nova unidade será coordenada pela Embrapa Agrobiologia em articulação com parceiros locais e deverá concentrar pesquisas e ações de desenvolvimento em áreas consideradas estratégicas para o agro capixaba. Entre os temas prioritários estão cafeicultura, agricultura de montanha, fruticultura, agroecologia, bioinsumos e recuperação de áreas degradadas, com ênfase no desenvolvimento territorial e na integração com o setor produtivo.

Segundo a chefe da Embrapa Agrobiologia, Cristhiane Amâncio, a proposta metodológica da Umipi está baseada em atuação em rede e na coordenação de esforços voltados a missões de pesquisa que ainda serão detalhadas em uma etapa posterior, a partir de estudos de prospecção e levantamento de demandas.

Para o diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, Clenio Pillon, o modelo de unidade mista amplia a cooperação entre instituições, une competências e permite o compartilhamento de infraestrutura, instalações, equipes e recursos em torno de objetivos comuns. Na avaliação dele, o formato também favorece respostas mais conectadas aos desafios regionais e territoriais, com potencial para gerar entregas de alto valor e impacto.

De acordo com a Embrapa, a criação da Umipi no Espírito Santo começou a ser estruturada a partir de um grupo de trabalho multi-institucional coordenado pela Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento da empresa. O relatório produzido pelo grupo embasou a aprovação da proposta pela Diretoria Executiva da instituição ainda em 2025.

A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, destacou que havia, há mais de uma década, a expectativa por uma presença mais expressiva da empresa no Espírito Santo, tanto por parte de agentes públicos quanto do setor privado. Segundo ela, a instalação da Umipi representa um passo importante para ampliar a capilaridade da atuação da estatal no território nacional. Atualmente, a Embrapa mantém 11 unidades nesse modelo, incluindo uma de caráter internacional, em parceria com o Instituto Nacional de Investigación Agropecuaria (INIA), do Uruguai.

Para o diretor-geral do Incaper, Alessandro Broedel, a nova unidade representa um marco para o fortalecimento da pesquisa agropecuária no estado. Ele avalia que a iniciativa amplia a integração entre a Embrapa e as instituições capixabas, favorecendo a geração de soluções inovadoras diretamente conectadas às demandas dos produtores rurais e fortalecendo o desenvolvimento sustentável do meio rural.

A Umipi do Espírito Santo nasce com uma ampla rede de parceiros. Atuam no projeto o Incaper, a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) e centros de pesquisa da Embrapa nas áreas de Agrobiologia, Café, Solos, Gado de Leite, Agroindústria de Alimentos, Mandioca e Fruticultura, Florestas e Clima Temperado.

Com a nova estrutura, a expectativa é ampliar a capacidade de articulação científica e tecnológica no estado, aproximando a produção de conhecimento das necessidades do campo e reforçando o papel do Espírito Santo em agendas ligadas à sustentabilidade, à inovação e à competitividade agropecuária.