Dia do Agricultor: produtor rural ‘é um verdadeiro herói’, diz Antonio Alvarenga

Nosso agricultor é um verdadeiro herói. Além de garantir comida farta para os 200 milhões de brasileiros...

“Além de garantir comida farta para os 200 milhões de brasileiros, (o agricultor brasileiro) produz excedentes exportáveis que garantem o bom desempenho da balança comercial ”, comenta o presidente da SNA, Antonio Alvarenga. Foto: Raul Moreira/Arquivo SNA

Em 1960, o então presidente da República, Juscelino Kubitschek, criou o Dia do Agricultor, comemorado anualmente em 28 de julho para homenagear os profissionais que realizam a arte de cultivar a terra, produzindo alimentos com qualidade e sustentabilidade. Hoje, são eles os principais responsáveis pelo desenvolvimento econômico do País.

“Nosso agricultor é um verdadeiro herói. Além de garantir comida farta para os 200 milhões de brasileiros, produz excedentes exportáveis que garantem o bom desempenho da balança comercial ”, comenta o presidente da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), Antonio Alvarenga.

Segundo ele, mesmo correndo todos os riscos inerentes à produção agropecuária, o agricultor brasileiro adota moderna tecnologia e alcança uma das maiores produtividades do planeta, o que elevou o Brasil à categoria de maior produtor e exportadores de produtos agropecuários do mundo.

“Nosso agricultor preserva os recursos naturais porque sabe que a prosperidade de seu negócio depende desses recursos. Ele ama a terra e está capacitado a explorá-la dentro dos mais atuais conceitos de sustentabilidade ”, destaca.

Na opinião de Luiz Carlos Corrêa Carvalho, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e presidente da Academia Nacional de Agricultura, da SNA, nos dias atuais, com a crise profunda no Brasil, emergiu de uma forma contundente a enorme importância do agronegócio para o País.

Neste contexto, ele enfatiza que, embora o produtor brasileiro seja um dos mais comprometidos com critérios ambientais, que são os mais rígidos do mundo, nem sempre isto é compreendido pelos habitantes das grandes metrópoles, que ainda o enxerga como atrasado e, mais do que isso, como um agressor do meio ambiente.

“Homenagear o agricultor brasileiro é fazer justiça a uma categoria que tem dado contribuição decisiva para o equilíbrio da economia nacional, corrigindo uma visão equivocada que parte do mundo urbano tem desse personagem ”, comenta Caio Carvalho, presidente da Abag. Foto: Divulgação

“Dessa forma, homenagear o agricultor brasileiro é fazer justiça a uma categoria que tem dado contribuição decisiva para o equilíbrio da economia nacional, corrigindo uma visão equivocada que parte do mundo urbano tem desse personagem ”, comenta Caio Carvalho, como é conhecido.

De acordo com Gustavo Diniz Junqueira, presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), que também é membro da Academia Nacional de Agricultura da SNA, a disseminação da eficiência no agronegócio brasileiro &ndash, desde a Conta Café, que financiou todo o processo de urbanização e industrialização do País, até a nossa chegada ao ranking dos principais exportadores de alimentos do mundo &ndash, faz o setor exercer um papel decisivo na construção do modelo econômico do Brasil.

“É o homem do campo &ndash, seja ele empresário, pequeno produtor, operador de máquinas ou quem lida com rebanho &ndash, que representa o que há de melhor e mais sustentável da identidade brasileira ”, ressalta.

“É o homem do campo &ndash, seja ele empresário, pequeno produtor, operador de máquinas ou quem lida com rebanho &ndash, que representa o que há de melhor e mais sustentável da identidade brasileira ”, ressalta o presidente da SRB, Gustavo Junqueira. Foto: Divulgação

MODELO DE AGRICULTURA TROPICAL

“O agricultor é fundamental para a economia brasileira. Graças ao seu empreendedorismo e à tecnologia aplicada à produção, desenvolveu a maior agricultura tropical do mundo ”, afirma João Martins da Silva Junior, presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

João Martins destaca a crescente produtividade do setor, que garante a alimentos de qualidade a preços acessíveis à população, além de gerar excedentes para exportação. “A atividade representa 22% do PIB brasileiro, responde por 32,7% dos empregos e por 46% das exportações. ”

Presidente da CNA, João Martins destaca a crescente produtividade do setor, que garante a alimentos de qualidade a preços acessíveis à população, além de gerar excedentes para exportação. Foto: Divulgação CNA

O presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Maurício Antônio Lopes lembra que o Brasil desenvolveu seu próprio modelo de agricultura tropical, assentado em conhecimento científico. “Investindo em pesquisa agropecuária, tornou-se capaz de decifrar os nossos solos, construir sua fertilidade e modelar plantas e animais para a produção dos alimentos para abastecer o mercado interno, além de excedentes para exportar ”, observa.

“Essa grande revolução brasileira contou com muitos ingredientes críticos &ndash, como visão de governo, políticas e estímulos diversos &ndash,, mas nada foi tão importante quanto a coragem e o empreendedorismo dos nossos agricultores, uma legião de destemidos brasileiros que enfrentou de peito aberto o ‘interiorzão’ do Brasil para desvendar as vocações dos nossos biomas ”, destaca o presidente da Embrapa.

Lopes acrescenta que, das picadas abertas pelos modernos desbravadores surgiram cidades, uma agricultura moderna e competitiva e progresso por todo o interior do país. “Bebendo na fonte da ciência agropecuária o agricultor brasileiro aprendeu a transformar em riqueza as nossas dádivas naturais. Nenhum país realizou, em prazo tão curto, tamanha revolução. ”

Na visão dele, poucos países têm, como o Brasil, uma agricultura tão preparada para o futuro. “Com mais de 60% do território preservado, estamos intensificando a nossa produção de forma segura, elevando a produtividade com tecnologias de baixo impacto, reduzindo emissões e riscos ”, ressalta o presidente da Embrapa.

“Bebendo na fonte da ciência agropecuária, o agricultor brasileiro aprendeu a transformar em riqueza as nossas dádivas naturais. Nenhum país realizou, em prazo tão curto, tamanha revolução ”, ressalta o presidente da Embrapa, Maurício Lopes. Foto: Divulgação

Neste cenário, ele acrescenta que o Brasil é um dos poucos países no mundo que conseguem atrair para o campo uma nova geração de agricultores, jovens ligados em conceitos e métodos inovadores e na transformação digital que está mudando o mundo rural.

“Isso nos permitirá seguir agregando valor, diversificando e especializando a produção agropecuária brasileira, em resposta às expectativas de uma sociedade mais exigente, e em sintonia com mercados cada vez mais sofisticados, competitivos e rentáveis Por isso não podemos nos esquecer de agradecer, todos os dias, aos agricultores do nosso País. ”

Por equipe SNA/SP

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