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Com a chegada da estação mais chuvosa na região Sudeste do Brasil, concentrada entre os meses de outubro a março, quando ocorrem mais de 80% do total anual de chuvas, redobram-se as preocupações com as comunidades que habitam áreas de riscos geológicos no Espírito Santo. O momento é de apreensão em face dos índices pluviométricos que são cada dia maiores e promovem chuvas localizadas e torrenciais.
Em 2019, um mapeamento do Serviço Geológico do Brasil e da Companhia de Pesquisa e Recursos Minerais (SGB/CPRM), vinculado ao Ministério de Minas e Energia (MME), realizado com participação da Defesa Civil Estadual e, também, dos municípios, aponta que cerca de 317 mil pessoas vivem em mais de 70.990 moradias localizadas em aproximadamente 1.060 setores de risco geológico no estado. Apenas na cidade de Vitória, a indicação é de que mais de 18 mil pessoas encontram-se sob ameaça de fatores climáticos.
A aproximação das chuvas que incidem nessa época requer precauções para a incidência de deslizamentos de terra, inundações e alagamentos. Também é notório o tempo da seca no nosso inverno que produz escassez hídrica e tombamentos de blocos, deslizamentos de lajedos e gradientes térmicos elevados, o que também é prejudicial para a saúde humana.
Os riscos enfrentados diariamente pelas populações dessas áreas está impulsionando o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES) a buscar soluções e conhecimentos sobre este problema. O objetivo é diminuir a probabilidade de danos à vida e aos bens das pessoas, analisar os riscos geológicos presentes em cada município e conseguir levar informações às comunidades mais suscetíveis a eventos e desastres naturais.
“A partir do conhecimento de uma população que vive em área de risco alto ou muito alto, esta comunidade pode entender qual é o tipo de problema que está enfrentando e identificar no meio em que vive quais são os sinais dessas instabilidades. E, ao perceber e entender isso, torna-se mais fácil buscar uma rota de fuga que já tenha conhecimento ou acionar as autoridades competentes, como a Defesa Civil Municipal ou o Corpo de Bombeiros, por exemplo. Conhecer e entender o problema é a chave para o autossalvamento e a vivência mais harmoniosa com o local que vive“, explica o Engenheiro Geólogo Éder Carlos Moreira, conselheiro do Crea-ES e um um dos especialistas que estarão no evento.




