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A Cooabriel renovou o convênio de cooperação técnica com o Instituto Federal do Espírito Santo IFES – Campus Venda Nova do Imigrante e o Coffee Design, dando início à segunda fase do Programa de Qualidade – Conilon, Origem Singular.
Com investimento total em torno de R$ 2,8 milhões, o convênio se estenderá até 2027. O programa está sendo desenvolvido em quatro planos de trabalho, que abrangem a transferência tecnológica, o desenvolvimento de produtos à base de conilon, a produção e uso de inóculos de fungos nas lavouras e o melhoramento genético de clones da variedade.
Um dos representantes do IFES no projeto, o professor e coordenador das ações de Extensão e Transferência de Tecnologia, Aldemar Polonini Moreli, explica que a nova fase dos trabalhos está alinhada às diversas demandas e tendências da cafeicultura. “Estamos trabalhando nisso muito em função de desafios como mudanças climáticas, segurança alimentar, rastreabilidade e flutuações de mercado. A própria capacitação técnica é um desafio. Além disso, consideramos também tendências, como a tecnologia da informação e comunicação, automação, biotecnologia”, aponta.
O superintendente geral da Cooabriel, Carlos Augusto Pandolfi, ressalta o impacto da pesquisa na cafeicultura. Segundo ele, a educação e a ciência trazem transformações rápidas e significativas. “Entendemos que temos um compromisso enquanto instituição, com os cooperados, mas também com a sociedade. Quando a Cooabriel investe no conilon, não está olhando apenas para seus cooperados; está olhando para todos os produtores do estado e do país”.
Uma das inovações previstas é o desenvolvimento de produtos à base de conilon. Segundo a professora do IFES, Emanuele Catarina da Silva Oliveira, que atua como coordenadora de pesquisas em química do café, “essas novas alternativas ampliam o uso do conilon, explorando seu perfil químico único e valorizando as características do grão capixaba. A parceria permite desenvolver produtos que destacam a identidade e potencializam o valor desse café no mercado”.
Ainda segundo a pesquisadora, “o projeto é uma oportunidade única para o IFES e a Cooabriel mostrarem o potencial do conilon, ampliando a percepção de valor desse café no mercado nacional e internacional”.
Outro pilar do programa é o Plano de Agricultura Regenerativa e Microbiologia, que visa a produção de inóculos de fungos benéficos ao solo, promovendo práticas sustentáveis e aumentando a saúde das lavouras. William dos Santos Gomes, pesquisador do Coffee Design, destacou a importância da caracterização química e sensorial de diferentes clones da variedade: “A caracterização completa desses clones permitirá selecionar os materiais mais promissores para a qualidade da bebida, além de atender as demandas da indústria. Esse conhecimento é crucial para transformar a imagem do conilon e torná-lo cada vez mais valorizado”.
O pesquisador destaca que essa abordagem inovadora poderá transformar a percepção do conilon no mercado. “Ainda existe um estigma em relação ao conilon, mas a caracterização sensorial e química desses clones é uma oportunidade de mostrar que ele pode competir em qualidade. Ao identificarmos os melhores materiais, a Cooabriel poderá disponibilizar aos cooperados clones superiores, fortalecendo a imagem do café conilon como um produto premium”, finaliza William.
Para Luiz Carlos Bastianello, presidente da Cooabriel, as ações previstas no convênio podem trazer avanços significativos para a cafeicultura, especialmente levando em consideração os resultados positivos já alcançados pela parceria: “Queremos evoluir em inúmeros aspectos e encontramos na parceria com o IFES a receita perfeita para isso. Este segundo convênio atenderá às necessidades da cooperativa e da cadeia produtiva como um todo, trazendo grandes contribuições para a cafeicultura do conilon”.




