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A produção brasileira de celulose atingiu 29,4 milhões de toneladas em 2025, um crescimento de 6,9% em relação ao ano anterior. Já as exportações somaram 20,7 milhões de toneladas, 11,6% mais que em 2024. Ambos os recordes históricos podem ser vistos na mais recente edição do Boletim Mosaico, publicação trimestral da Ibá (Indústria Brasileira de Árvores). Os números reforçam a competitividade do setor e sua relevância para a economia brasileira, combinando escala produtiva, presença internacional e base sustentável.
“O desempenho reflete a pujança dos investimentos do setor, com a abertura de novas fábricas a cada ano e meio e ampliação da capacidade produtiva”, diz Paulo Hartung, presidente da Ibá.
O papel, por sua vez, manteve a produção do ano anterior, com 11,3 milhões de toneladas. As exportações do produto cresceram 4,8% e as vendas domésticas, 2%. Os painéis tiveram um aumento de 1,3% nas vendas domésticas e queda de 4,2% nas exportações.
Em valores, as exportações totais do setor de árvores cultivadas para fins industriais e de restauração totalizaram US$ 14,9 bilhões. A variação de -4,8% reflete principalmente o cenário internacional de preços, sem comprometer a competitividade da indústria brasileira. A participação do setor na balança comercial brasileira em 2025 foi de 4,3%; já na balança do agronegócio, foi de 8,8% —trata-se do quinto item da pauta de exportações do agro.
A China segue sendo o principal destino dos produtos dessa indústria, tendo sido registrado um crescimento de 5% das exportações do setor para o país asiático. Na sequência, estão Europa, América do Norte e América Latina, que tiveram queda no valor total de exportações em relação ao ano anterior.
“Olhando o conjunto da obra, é notável o desempenho do setor em meio a um ano desafiador, com uma conjuntura internacional complicada, protecionismos, guerras e graves disputas por hegemonia”, conclui Hartung.
Sobre a Ibá
A Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) é a associação responsável pela representação institucional da cadeia produtiva de árvores plantadas para fins industriais e de restauração, do campo à indústria, junto a seus principais públicos de interesse. Lançada em abril de 2014, representa 50 empresas e 10 entidades estaduais de produtos originários do cultivo de árvores plantadas. Esse é um setor protagonista da bioeconomia de larga escala, oferecendo soluções para um mundo que precisa descarbonizar com serviços ecossistêmicos, como a remoção de carbono, e dando origem a produtos recicláveis, biodegradáveis e provenientes de fonte renovável.




