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A cooperativa de agricultura familiar CAF Serrana, com sede no município de Santa Maria de Jetibá (ES), liderou uma missão técnica para conhecer produtores de maçã em Santa Catarina. A agenda ocorreu entre os últimos dias 25 e 27 de fevereiro, pois a cooperativa capixaba busca assegurar a rastreabilidade, padrão de qualidade e regularidade de entrega do produto no Espírito Santo.
A comitiva foi formada por 26 integrantes, incluindo representantes da CAF Serrana, analistas técnicas responsáveis pelo setor de licitações do Rio de Janeiro e São Paulo, membros da Unicafes do Espírito Santo, nutricionistas da Sedu, integrantes da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo e colaboradores do Sistema OCB/ES.
No dia 26, o grupo conheceu a cooperativa Coopema, localizada na cidade de Urupema, em Santa Catarina. A cidade é conhecida como a mais fria do Brasil, clima que favorece a produção de maçãs na região. Bianca Otoni, analista de Desenvolvimento Cooperativista do Sistema OCB/ES, acompanhou a visita e notou a capacidade técnica da cooperativa e a cultura de pertencimento dos cooperados.
“A infraestrutura da Coopema é adequada e tecnológica, especialmente as câmaras frias e o controle de conservação, assegurando estabilidade no fornecimento ao longo do ano. Também chamou atenção o forte engajamento dos cooperados, comprometidos com boas práticas agrícolas, padronização produtiva e fortalecimento do modelo cooperativista”, considera.
Alguns cooperados da cooperativa catarinense também são cooperadas do CAF Serrana, responsáveis por abastecer a cooperativa capixaba com maçãs. Graças a essa parceria, a maçã é um dos principais produtos comercializados via Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) pela CAF Serrana no Espírito Santo e em São Paulo. A parceria é necessária devido às condições climáticas do estado capixaba, que não favorece o cultivo da fruta.
Além da sede da Coopema, a comitiva visitou três propriedades de cooperados da CAF Serrana que entregam maçãs para a cooperativa no Espírito Santo. Bianca Otoni considera essa aproximação oportuna, considerando a alta aceitação da maçã entre alunos e equipes de cozinha, baixa rejeição da fruta por crianças e maior benefício ao agricultor em comparação a alimentos processados.
“Essa iniciativa estratégica reforça os benefícios da Lei 15.226, de setembro de 2025, que ampliou de 30% para 45% a aquisição de gêneros alimentícios da agricultura familiar. Nos últimos dois anos, o Espírito Santo tem se destacado nacionalmente ao atingir essa porcentagem, e com a expansão da comercialização da maçã, a tendência é superar o índice estabelecido pela lei. É um grande avanço para as cooperativas de agricultura familiar”, celebra.




