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“Vai plantar uva em Jaguaré? E se produzir, vai vender para quem“? Foram essas as palavras de “incentivo” que Francisco Santiago ouviu quando decidiu investir na fruticultura. Produtor rural da Comunidade Giral, interior de Jaguaré, no Norte do Espírito Santo, Francisco apostou no cultivo da uva para diversificar sua produção.
Aos poucos, ele foi colocando seus planos em prática. O plantio da fruta começou em 2017. Nos anos seguintes, o produtor investiu no plantio de goiaba, abacaxi e maracujá. A fruticultura deu tão certo que Francisco conseguiu um feito histórico. É dele a primeira e única agroindústria de polpa de fruta da agricultura familiar do município registrada no Ministério da Agricultura.
“Quando comprei o terreno em 2005, plantei café e pimenta-do-reino, mas eu sempre pensei na diversificação. Não acho bom depender de uma cultura apenas. Em 2017, após aquela seca severa que vivemos no Estado, resolvi começar essa diversificação e optei pela fruticultura”, conta o produtor.
Mas a descrença das pessoas que desencorajaram o produtor não foi o único obstáculo que ele enfrentou. Além do desafio de produzir frutas, em especial a uva, a falta de informação e incentivo financeiro foram barreiras encontradas pelo produtor no caminho para fruticultura.
“Certamente meu desafio maior foi falta de informação, não tem nada disponível para fruticultura. Fui mesmo na teimosia. Em relação aos financiamentos de custeios para frutas nos bancos, agora já melhorou um pouco, mas não é igual para o café, por exemplo. É muito fácil você pegar financiamento para custear plantio de café, mas para fruta é uma dificuldade. E a falta de mão de obra”, ressalta o fruticultor.
A fim de dar conta da empreitada, Francisco se virou como pode. Procurou o Incaper e o Sebrae, foi a Petrolina, em Pernambuco, para visitas técnicas em busca de aprendizado sobre a uva e pediu ajuda de alguns amigos sobre a produção de abacaxi.
Além disso, ele e o filho, Mateus Santigo, foram estudar sobre o assunto. Fizeram o curso técnico em fruticultura do Serviço Nacional de Aprendizagem (Senar-ES). “Nosso trabalho de conclusão de curso foi um plano de negócios para a implantação da agroindústria”.
Comercialização

Atualmente, são mil pés de abacaxi, 4,500 pés de maracujá, 400 de goiaba e 600 de uva, além dos 33 mil pés de café. Este ano, planeja plantar mais mil pés de goiaba. Francisco trabalha em regime de agricultura familiar, ao lado da esposa, do filho e dos pais.
Parte da produção é comercializada in natura para merenda escolar (por meio de programas como a Compra Direta do Produtor (CDA), do Governo do Estado e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) do Governo Federal) e para redes de supermercado de Jaguaré.
O restante das frutas se transforma em polpa na agroindústria na propriedade da família, que funciona desde 2022, quando saiu o registro do Ministério da Agricultura.





