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Produtores começam a investir na plantação da fruta, especialmente na região serrana do Espírito Santo.
Muito conhecida por seu aspecto &ndash, envolvida por um cálice de folhas finas de cor de palha &ndash, e por um gosto bastante peculiar, a physalis, fruta originária da Colômbia, tem crescido no mercado capixaba. Uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), alerta aos produtores rurais sobre alguns cuidados essenciais ao plantar a fruta, a fim de evitar danos às lavouras.
A physalis já vem sendo produzida em algumas localidades do interior do Espirito Santo, especialmente na região serrana. Mas é preciso ficar atento, já que por ser da mesma família das solanáceas &ndash, a mesma do tomate, da beringela, da batata e do pimentão &ndash, ela pode ser hospedeira de importantes vírus dessas plantas.
Essa descoberta, só foi possível, sob o olhar dos pesquisadores do Incaper, os fitopatologistas Hélcio Costa e José Aires Ventura, em colaboração com os pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) e da Embrapa Hortaliças.
Os vírus são do grupo “Begomovírus ”, com destaque para a espécie Tomato severe rugose virus (ToSRV), encontrada especialmente em Venda Nova do Imigrante, onde é extremamente severo nas plantações de tomate. Até aonde se sabe, pela literatura internacional, este foi o 1º relato de infecção em condições naturais da Physalis, por este vírus.
“Por ser dotada de componentes que beneficiam a saúde, é uma ótima alternativa de plantio, o que pode render lucros ao pequeno e médio produtor rural. Apesar do preço da Physalis, que é mais elevado quando comparado ao das outras frutas, os consumidores têm procurado bastante e os produtores começam a investir, especialmente na região serrana do Espírito Santo ”, contou o pesquisador Hélcio Costa.
A detecção e identificação desse vírus foram feitas utilizando técnicas moleculares em amostras coletadas no campo. Ambos os pesquisadores lembraram que é importante que os produtores adeptos desse plantio, recebam as recomendações corretas para evitar qualquer dano.
“A regra geral é obter sementes e mudas sadias e não consorciar a Physalis com outras solanáceas, com destaque para o tomate. O descuido, nesse caso, pode contribuir para a disseminação da doença virótica nessas culturas ”, explicou Aires Ventura.
A fruta Physalis também é conhecida como camapum, saco-de-bode, mulaca, joá, joá-de-capote e até “golden berry”, dependendo da região em que se encontra. Pequena, redonda e de cor verde, amarela, laranja ou vermelha, a planta pode atingir até 2,5 metros de altura quando tutorada. Além de carregar diferentes nutrientes, também é rica em vitamina A, C, ferro, fósforo e fibras, a physalis é considerada uma fruta diurética, imunoestimulante, laxante e até controladora do sistema imunológico.




