Mais lidas 🔥

Inovação no campo
Nova variedade de banana chama atenção de produtores no ES

Rio Grande do Sul
Azeite brasileiro atinge nota máxima e é eleito o melhor do mundo em concurso na Suíça

Chuva de um lado, seca de outro
El Niño de 2026/2027 pode repetir a força e os impactos do fenômeno de 2015/2016?

Desenvolvimento rural
Mais de 161 mil mudas impulsionam produção no Norte do ES

Produção artesanal
Valença, no Rio de Janeiro, conquista 13 medalhas no Mundial do Queijo
Ministro Maggi assina portaria que cria Comitê Consultivo do Plano foto:Carlos Silva/Mapa
O ministro Blairo Maggi (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) lançou nesta terça-feira (27) oPlano Nacional do Desenvolvimento da Fruticultura (PNDF)em parceria com entidades do setor privado com o objetivo de melhorar a qualidade, aumentar a produção, o consumo interno e as exportações de frutas. O ministro disse que o plano contribuirá para que o Brasil exporte mais e destacou características do segmento, em que “o trabalho é intenso e apaixonado, praticamente sem uso de mecanização ”.
Durante o lançamento, Maggi assinou portaria criando Comitê Consultivo para formulação de projetos para o setor, que será coordenado pelo Mapa e formado por quatro membros da iniciativa privada. As exportações brasileiras de frutas frescas têm potencial para crescer. Após o recorde de US$ 1 bilhão em 2008, o setor não repetiu mais essa performance, que Luiz Roberto Barcelos, presidente da Abrafrutas (Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados), espera alcançar novamente neste ou no próximo ano.
“O plano é extenso, abrangendo desde nova regras para o licenciamento de uso de produtos agroquímicos até a padronização internacional dos certificados fitossanitários ”, explicou o ministro, acrescentando que a finalidade é o maior desenvolvimento do setor.
Com o PNDF, a meta é melhorar o cenário da cadeia produtiva da fruticultura, que contribui com R$ 33 bilhões para o valor bruto da produção agrícola. E aumentar sua participação na cadeia produtiva do agronegócio brasileiro – responsável por cerca de um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) e ao equivalente a quase 50% das exportações nacionais.
Dois milhões de hectares de norte a sul do país são cultivados com espécies de frutas temperadas e tropicais, produzindo 44 milhões de toneladas ao longo de todo o ano e empregando 5 milhões de pessoas, 16% do total das vagas do agronegócio. “A cada hectare plantado são gerados pelo menos dois empregos””, segundo Barcelos.
O mercado internacional de frutas frescas tem potencial para crescer. Apesar de ser o terceiro maior produtor de frutas, o Brasil figura no 23º lugar entre os países maiores exportadores desses produtos. As metas de longo prazo do PNDF, com data fixada até 2028, incluem participar com R$ 60 bilhões no mercado global de alimentos, aumentar o consumo interno de frutas para 70 quilos per capita ao ano e atingir US$ 2 bilhões em exportações de frutas frescas e derivados.
Apenas cinco produtos concentram cerca de 75% das exportações brasileiras de frutas frescas, quando considerado o período de 2014 a 2016: mangas, castanhas, melões, limões e uvas. Com exceção das uvas, os produtos exportados pelo Brasil não representam os preferidos do mercado. A participação do Brasil ainda é pouco significativa no comércio das frutas mais comercializadas no mundo: bananas, maçãs, laranjas (in natura), tangerinas, amêndoas e peras.
O secretário executivo do Mapa, Eumar Novacki, destacou o interesse em transformar a fruticultura em uma potência nas exportações brasileiras e anunciou que outros planos para diferentes segmentos do agronegócio estão em andamento, como do feijão, do leite e o de bovinos. “Este plano servirá de referência para os próximos ”, afirmou.
Os projetos específicos do Comitê Consultivo, recomendando ações de curto, médio e longo prazos para adoção de providências por instituições governamentais e setor privado serão definidos a partir de 10 áreas temáticas: Governança da Cadeia, Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, Sistemas de Produção, Defesa Vegetal, Gestão da Qualidade, Crédito e Sistemas de Mitigação de Riscos, Legislação, Infraestrutura e Logística, Processamento e Industrialização, e Marketing e Comercialização.
Fonte: Agricultura.Gov




