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(Fotos: Cláudio Costa)
Um colorido que enche os olhos. Um perfume que conquista de longe. Em meio a tanta tristeza provocada pela pandemia do novo coronavírus, a família Boss, no vale de Santa Joana, em Itaimbé, interior de Colatina, pode se dizer privilegiada!
E o motivo é um roseiral com 13 mil pés de rosas raras! Super em alta no mercado, especialmente para a confecção de buquês, as rosas bicolores – vulcão e paloma – tem garantido a renda para as três famílias que vivem da agricultura familiar, além dos quatro colaboradores que se dedicam ao cultivo das flores.
“São flores ornamentais com cores mais fortes e que estão em alta no mercado. O público não quer mais as cores com tons pastéis não. O maior destaque vai para a rosa vulcão: branca e vermelha”, explicou o agricultor Edinho Boss, com 15 anos de experiência no cultivo de flores ornamentais.
A rosa alaranjada é outra cultivada pela família Boss e que tem um valor comercial mais elevado. Foi o próprio Edinho quem desenvolveu a espécie após comprar mudas em São Paulo. Junto com mais dois irmãos, as esposas e mais quatro colaboradores, o agricultor dá conta de um roseiral de 1,5 hectare com uma produção de 500 a 600 dúzias de rosas por semana.
“Isso porque a demanda caiu na pandemia, mas mesmo assim conseguimos comercializar muito e agora com a estrada pronta o escoamento é bem mais rápido, o que nos ajudou bastante mesmo”, destacou Edinho.
E a família tem visão empreendedora! Para atender o mercado, eles passaram a produz o acabamento das flores usado para montar buquês de noivas e, além das rosas raras, cultivam também outras flores ornamentais como crisântemo, tango e aster.
O cultivo de flores no Espírito Santo tem se mostrado uma atividade com grande potencial e uma alternativa de geração de renda às famílias que vivem no meio rural. No Estado, 17 municípios se destacam pela produção de flores, que ocupa uma área de 163 hectares. A atividade gera mais de oito mil empregos em toda a cadeia produtiva, movimentando mais de R$ 10 milhões por ano.
“O cultivo de rosas é muito importante para a diversificação da agricultura familiar. Temos que desenvolver programas que estimulem a diversificação da agricultura nessa região, uma vez que o café conilon predomina e, geralmente, tem apenas uma colheita ao ano, ao contrário das rosas”, destacou o secretário de Estado da Agricultura, Paulo Foletto.
Melhoria no deslocamento
A estrada a qual o agricultor Edinho se referiu é a Rodovia ES-446. A via possui 15,6 quilômetros de extensão e liga Colatina à localidade de Itaimbé.
“As condições não eram boas e a gente levava uma hora para chegar na feira de Colatina para vender nossas rosas. Agora gastamos 15 minutos e não tem mais quebradeira de carro. A pavimentação ajudou muita gente aqui!”, disse o agricultor Edinho.





