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O condomínio em Itapoã, Vila Velha, onde um vigilante de 34 anos morreu por suposto choque elétrico na noite do último domingo 24, ao tentar ligar uma bomba-d’água, é autuado pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES) por exercício ilegal da profissão.
Durante as vistorias técnica e fiscal realizadas na manhã desta terça-feira (26/12), equipes do Conselho constataram que a manutenção de uma bomba d’água estava sendo realizada pelo vigilante após um problema de abastecimento num bloco específico, porém, sem acompanhamento de profissional habilitado e sem registro de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) no Conselho.
“O condomínio possui cerca de 40 bombas d’água. Não identificamos responsável técnico habilitado pela manutenção dessas bombas, nem preventiva e nem corretiva”, informou o gerente de relacionamento institucional do Crea-ES engenheiro civil e de segurança do trabalho Giuliano Battisti.
“O local onde fica instalada a bomba d’água é um compartimento pequeno, de difícil acesso e que proporciona pouca mobilidade. O ambiente estava bastante úmido e com fiações expostas. A tensão do local é de 220 volts e que fornece uma corrente elétrica elevada, que pode ter contribuído para essa fatalidade. Além disso, tivemos a informação de que o vigilante realizava manutenção da bomba d’água sem utilizar os equipamentos de proteção individual (EPIs). Não podemos afirmar que o vigilante levou um choque elétrico, mas há indícios e circunstâncias que tal fato pode ter ocorrido”, relatou Battisti.
O Crea-ES também orientou ao síndico do condomínio que providenciasse adequações no quadro de distribuição de energia, onde foram constatados disjuntores oxidados e com elementos elétricos expostos. “Esses disjuntores são os dispositivos que enviam energia para os blocos. É necessária uma rotina programada de manutenções preventivas e corretivas. Adotando esses procedimentos diminui-se muito o risco de acidentes”, alertou.
O presidente do Crea-ES engenheiro Jorge Silva disse que o Conselho tem intensificado ações de caráter educativo e orientativo no sentido de sensibilizar os condomínios para a importância da contratação de profissionais e empresas habilitados para realizar obras e serviços de engenharia e como essa medida pode evitar acidentes. “Nossa intervenção em situações como essas é contribuir com a comunidade que nos aciona, apurar responsabilidades e, principalmente, orientar sobre o correto exercício da atividade profissional da engenharia”, concluiu Jorge Silva.




