Mais lidas 🔥

Inovação no campo
Nova variedade de banana chama atenção de produtores no ES

Rio Grande do Sul
Azeite brasileiro atinge nota máxima e é eleito o melhor do mundo em concurso na Suíça

Chuva de um lado, seca de outro
El Niño de 2026/2027 pode repetir a força e os impactos do fenômeno de 2015/2016?

Desenvolvimento rural
Mais de 161 mil mudas impulsionam produção no Norte do ES

Produção artesanal
Valença, no Rio de Janeiro, conquista 13 medalhas no Mundial do Queijo

Um projeto com orçamento de US$ 1,1 milhão que pretende aprimorar a cadeia produtiva de pimenta no Norte do Espírito Santo será executado pela Cooperativa dos Produtores Agropecuários da Bacia do Cricaré (Coopbac), localizada em São Mateus. O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) aprovou o projeto e disponibilizará 850 mil dólares à cooperativa, cerca de 80% do orçamento. A Coopbac complementará o recurso com 250 mil dólares.
O projeto foi elaborado pela Fundação Espírito-santense de Tecnologia (Fest), da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), com o apoio da Coopbac. Após estruturado, o escopo foi encaminhado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para apresentação ao BID, que aprovou a proposta. Isso porque a cooperativa participa do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Agropecuário do Nordeste (AgroNordeste), que incluiu o Espírito Santo em sua área de abrangência pelo fato de o estado pertencer à zona contemplada pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).
Dentro do AgroNordeste, por sua vez, há o projeto Arranjos Produtivos Locais (APL), que atua em territórios prioritários, um dos fatores que permitiu a aprovação do projeto da Coopbac.
“Diante da necessidade de tornar as nossas cadeias produtivas de pimenta mais organizadas, eficientes e ampliar nossos canais de comercialização, obtivemos essa conquista junto ao BID, por intermédio do AgroNordeste e do APL. O recurso será usufruído diretamente pelos nossos cooperados e será irradiado para vários pipericultores do Espírito Santo”, comemora o presidente da Coopbac, Tomas Batista Silveira.
O projeto será aplicado por quatro anos na cadeia produtiva da Coopbac e buscará mitigar problemas que reduzem o ganho de lucratividade e eficiência no processo produtivo da pimenta. Cada ação proposta visa sanar um gargalo que dificulta a aplicação de boas práticas agrícolas no processamento das pimentas.
O ponto de partida dos trabalhos técnicos serão as unidades familiares rurais, por meio de capacitações, mas a equipe envolvida no projeto também irá acompanhar e orientar a fase de preparação e agregação de valor ao produto. Assim, a pimenta poderá ser negociada em condições mais favoráveis pela cooperativa, considerando o ganho em termos de escala e de qualidade.
De acordo com o diretor administrativo da Coopbac, Erasmo Negris, os recursos serão aplicados em conformidade com as metas e ações pré-estabelecidas em plano de negócios do projeto. “O plano de negócios tem um orçamento pré-aprovado. Esse documento relaciona os períodos de execução e de aplicação dos recursos com as metas e ações estipuladas”, esclarece Negris.
Recursos poderão gerar mais exportações
Atualmente a Coopbac ainda é considerada uma cooperativa de agricultura familiar de pequeno porte, pertencente ao Ramo Agropecuário do cooperativismo capixaba. Apesar de se enquadrar nesse perfil, ela é referência na cadeia produtiva de pimenta em âmbito estadual e nacional, pois foi a primeira do Espírito Santo a exportar especiarias e ocupa, hoje, a primeira posição no ranking brasileiro de exportação do produto.
“As demandas aumentam diariamente e trazem consigo novas exigências mercadológicas, como barreiras tarifárias e não tarifárias, fatores que dificultam as nossas exportações. O recurso que receberemos nos auxiliará enormemente nesse quesito, pois com ele conseguiremos abrir novos canais de comercialização, trazendo maior segurança aos nossos cooperados e cooperadas”, avaliou o presidente da Coopbac.
Parceiros
O Sistema OCB/ES, entidade que defende, assessora e representa o cooperativismo no Espírito Santo, é uma das instituições que compõem o Comitê Estadual de Coordenação do AgroNordeste, coordenado pela Superintendência Federal de Agricultura no Espírito Santo. Também participam do comitê a Faes, o Senar, o Sebrae, a Conab, o Incra, o Incaper, a Ufes, o Ifes, a Ceplac, o Banco do Nordeste e o Banco do Brasil.
“Destaco o enorme apoio da superintendência do Ministério da Agricultura no Espírito Santo, na pessoa do superintendente Aureliano Nogueira da Costa, que com apoio parlamentar articulou a inclusão do nosso estado no Programa AgroNordeste. Esse programa irá oportunizar a estruturação de várias cadeias produtivas prioritárias para o nosso estado”, agradeceu o presidente da Coopbac.
“Também cito em meus agradecimentos o Sistema OCB/ES, que defendeu nosso projeto desde o princípio, reconhecendo que a pipericultura no Espírito Santo é uma pauta prioritária”, completou Silveira.




