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As exportações de carne de frango do Brasil, maior exportador global do produto, totalizaram 381,1 mil toneladas em maio, alta de 14,4% ante o mesmo período do ano passado, com uma disparada nas vendas para a China, que em função dos impactos da peste suína africana tem aumentado importações de carnes.
Beneficiada por preços mais altos, a receita de embarques de carne de frango do Brasil, considerando todos os produtos, entre in natura e processados, saltou 27,3%, para 658,9 milhões de dólares, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) nesta sexta-feira.
As vendas de carne de frango do país para a China foram o grande destaque do mês. Principal destino das exportações brasileiras (14,7% do total exportado no mês), o país asiático importou 54,8 mil toneladas em maio, volume 49% superior ao efetivado no mesmo período do ano passado, segundo a ABPA.
“A China se isolou como principal destino dos embarques brasileiros. O efeito gerado no mercado pela crise sanitária no país asiático impulsionou as importações, o que gerou efeitos também na rentabilidade do mercado, com elevação de preços médios ”, destacou em nota o presidente da ABPA, Francisco Turra.
As criações de suínos da China, maior consumidor global do produto, estão sendo reduzidas fortemente, com o país tentando controlar a doença, que provoca mortes de porcos, mas é inofensiva para humanos.
A conjuntura tem beneficiado as empresas de carnes do Brasil, como JBS e BRF.
No acumulado do ano até maio, as vendas de carne de frango do Brasil alcançaram volume de 1,659 milhão de toneladas, saldo 3,6% superior ao obtido no mesmo período do ano passado. No período, o setor gerou receita de 2,766 bilhões de dólares, aumento de 6,3% na comparação anual.
Outro destaque do mês de maio, segundo a ABPA, foram as vendas para os Emirados Árabes Unidos, que chegaram a 30,7 mil toneladas em maio (8,2% do total), alta de 49% sobre o mesmo período do ano passado.
A União Europeia também expandiu suas importações de carne de frango do Brasil. Ao todo, foram 26,2 mil toneladas em maio (7% do total), volume 26% acima do realizado no quinto mês de 2018.
“A disrupção no mercado gerada pela China ocorre em um momento em que outros importadores relevantes incrementaram suas compras. É há, também, as boas notícias vindas do México, para onde os embarques deverão ganhar novo impulso com a publicação de cotas adicionais de importação ”, disse o diretor-executivo da ABPA, Ricardo Santin. (*Por Roberto Samora)




