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As exportações do Brasil para os países árabes iniciaram 2017 com crescimento, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) compilados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira. A receita com vendas de produtos brasileiros ao mercado árabe somou US$ 936,4 milhões em janeiro, um crescimento de 13,5% em relação ao mesmo mês de 2016.
Os principais compradores de produtos brasileiros no mundo árabe aumentaram as suas importações em janeiro: Arábia Saudita, Emirados, Argélia, Omã e Marrocos. Além disso, os produtos que tradicionalmente são os mais vendidos pelo Brasil para Oriente Médio e Norte da África tiveram crescimento de exportação em valores: açúcar, carnes e minérios.
“Houve efeito do aumento de preço do açúcar, carnes e minérios ”, analisa o diretor-geral da Câmara Árabe, Michel Alaby. Os três produtos têm cotações no mercado internacional, que tiveram alterações de um ano para cá, aumentando o seu preço, o que ajudou a aumentar a receita gerada no exterior.
No caso do açúcar, enquanto o faturamento com as exportações avançou 121%, o volume embarcado cresceu 43%. As vendas de carnes (bovina e de frango), segundo item mais vendido pelo Brasil aos árabes, subiram 10% em valores, mas caíram 3,5% em quantidade. O minério teve receita de vendas 163% maior e embarques 95% maiores.
Entre os cinco países árabes que mais compraram do Brasil em janeiro, a Arábia Saudita adquiriu mais carnes e os Emirados mais açúcar e minério. A Argélia quase triplicou suas compras de açúcar e Marrocos aumentou em seis vezes as suas importações da commodity.
O aumento das compras de Omã foi ocasionado principalmente por aquisições maiores de minérios e seus concentrados. Os gastos saíram de US$ 7,5 milhões em janeiro do ano passado para US$ 47,6 milhões no último mês. Em Omã, a companhia brasileira Vale tem usina de pelotização de minério de ferro e importa a matéria-prima do Brasil.
Os sauditas fizeram compras de US$ 188,9 milhões em produtos brasileiros em janeiro, os Emirados Árabes Unidos de US$ 183,5 milhões, a Argélia de US$ 136,2 milhões, Omã de US$ 71,8 milhões e o Marrocos de US$ 66,4 milhões. A receita gerada no geral com vendas de açúcar do Brasil para os árabes em janeiro foi de US$ 332,4 milhões, a valor gerado com exportação de carnes foi de US$ 290 milhões e com minérios foi de US$ 116,8 milhões.
Importações
As importações de produtos do mundo árabe para o Brasil também avançaram no primeiro mês deste ano, em 138%. Os gastos passaram de US$ 276,7 milhões em janeiro de 2016 para US$ 658,7 milhões em janeiro deste ano. Os maiores fornecedores árabes do Brasil foram, por ordem, Argélia, Arábia Saudita, Marrocos, Kuwait e Catar. Quase que a totalidade da pauta foi composta por petróleo e derivados e por fertilizantes.





