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Mais de 80 estudantes, professores e técnicos administrativos da Ufes e seus familiares participaram do evento Mbohapo Otykua, realizado na aldeia Nova Esperança, em Aracruz, com o objetivo de incentivar o plantio de leguminosas da culinária indígena tradicional, valorizar a cultura indígena e conscientizar sobre a importância da preservação ambiental. Durante o evento, um grupo de indígenas realizou o plantio de mudas de aipim, batata doce e milho, transmitindo aos participantes conhecimentos sobre as técnicas de plantio e cuidado das espécies.
A ação, realizada no último sábado, 11, foi uma iniciativa do projeto de extensão Impactando Vidas, em parceria com a Sociedade Espiritossantense de Engenheiros Agrônomos (SEEA), o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES) e a Suzano. Além de membros da comunidade acadêmica, também participaram do evento voluntários do Centro Educacional Oceano Atlântico de Vila Velha, alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) de Cachoeiro de Itapemirim, e 50 famílias indígenas.
O plantio foi realizado em uma área de aproximadamente 750 metros quadrados. A coordenadora do Impactando Vidas, Rosália Antunes, afirmou que o objetivo é ampliar a área plantada para 6 mil metros quadrados. “Isso será possível por meio de treinamento das famílias indígenas que ficarão responsáveis pela horta agroecológica modelo”, afirma.
Segundo Rosália, ao longo do evento foram realizadas palestras, apresentações e discussões sobre a importância da preservação ambiental e seus impactos na qualidade de vida das comunidades. O intuito era conscientizar os participantes sobre a necessidade de adotar práticas sustentáveis em suas vidas diárias, respeitando o equilíbrio entre homem e natureza.
Intercâmbio cultural
Ela destaca que o ponto alto do evento foi o intercâmbio cultural: “O intercâmbio cultural com a etnia Tupi-Guarani proporcionou um enriquecimento de conhecimentos sobre as tradições indígenas e fortaleceu o aprendizado sobre a cultura indígena, ressaltando a relevância da conservação das espécies nativas. O cacique Marcelo também palestrou sobre a cultura indígena tradicional, que faz o ritual de passagem dos jovens indígenas da adolescência para a vida adulta e como se dá o ingresso das crianças indígenas na escola”.
A coordenadora do Impactando Vidas explica que a intenção é que os resultados impulsionem a continuidade de práticas sustentáveis e o respeito às tradições indígenas, promovendo um futuro mais equilibrado e inclusivo para todos.
Projeto de extensão
O Impactando Vidas é um projeto de extensão registrado pelo Centro de Ciências Exatas (CCE), dirigido a detentos do sistema penitenciário em geral e reeducandos, às suas famílias e à comunidade externa, buscando um retorno efetivo do indivíduo à sociedade.
Dentre as ações do projeto, os reeducandos recebem treinamento em serviços em jardins, hortas e viveiros. Atualmente, com a parceria de comunidades quilombolas e indígenas, o projeto está firmando acordos visando à produção de mudas para hortas urbanas, observando a preservação do meio ambiente e o reflorestamento.





