Mais lidas 🔥

Agricultura familiar
Capixaba vence concurso nacional de inventos com descascador de café portátil

Agro capixaba
Produção de cacau coloca Espírito Santo entre os maiores do país

Safra exclusiva
Café raro cultivado no Brasil alcança R$ 90 mil por saca e mira mercado de luxo

Agro capixaba
Barragens mudam a realidade de produtores no norte capixaba

Campeão Brasileiro
Jacques Carneiro vence campeonato brasileiro e levará prova de café do Brasil ao mundial

O governo federal anunciou, nesta quarta-feira (13), um pacote de medidas para socorrer produtores e empresas impactados pela sobretaxa de 50% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. A Medida Provisória (MP), assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em cerimônia no Palácio do Planalto, autoriza, em caráter excepcional, a compra direta de gêneros alimentícios que deixarem de ser exportados para o mercado norte-americano.
As condições para as aquisições serão definidas pelos Ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário. A contratação poderá ocorrer por dispensa de licitação e sem a necessidade de estudos técnicos preliminares, com contratos de até 180 dias. Os preços não poderão exceder, no total, cinco vezes a quantidade registrada nas atas de registro de preços dos órgãos públicos, que deverão publicar os valores em seus sites oficiais.
O plano também prevê uma linha de crédito de até R$ 30 bilhões, com juros subsidiados, para empresas que comprovarem perdas, priorizando pequenos e médios negócios. Em troca, os beneficiários deverão manter empregos, embora haja exceções para companhias mais prejudicadas. Segundo o governo, cerca de 10 mil postos de trabalho poderão ser afetados.
Os recursos poderão financiar capital de giro, adaptação de atividades, investimentos na cadeia produtiva, abertura de novos mercados e inovação tecnológica. Outra medida anunciada é a suspensão, por um ano, do pagamento de tributos do regime especial de drawback, que isenta ou suspende impostos sobre insumos usados na fabricação de produtos exportados.
Durante o evento, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o Brasil está sendo sancionado por ser mais “democrático” que o “agressor”. Já o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, classificou o tarifaço como uma “injustiça”, sem justificativa econômica.





