Mercado

Preços do milho seguem firmes com alta do dólar e oferta restrita

Cepea aponta estabilidade nos preços do milho e avanço da semeadura da safra 2025/26, que já cobre 31,2% da área nacional

IBGE estima safra recorde de 263 milhões de toneladas em 2022
Foto: CNA/Wenderson Araújo/Trilux/divulgação

Levantamento do Cepea mostra que os preços do milho continuam firmes no interior do Brasil. O suporte vem, principalmente, da retração de produtores, que concentram esforços na semeadura da safra verão 2025/26.

Nos portos, os valores do cereal registram avanço. De acordo com o Centro de Pesquisas, as altas do dólar e do mercado internacional têm impulsionado as cotações. Pesquisadores destacam que o movimento positivo nos portos tende a refletir também no mercado interno, pois eleva a paridade de exportação e reforça o cenário de firmeza nos preços.

Semeadura avança em ritmo acelerado

No campo, o plantio da nova safra está adiantado em relação à média histórica. Segundo dados da Conab, até o dia 11 de outubro, 31,2% da área nacional destinada ao milho havia sido semeada. O índice representa avanço semanal de 2,1 pontos percentuais e supera a média dos últimos cinco anos, de 30,7%.

Apesar do bom ritmo de semeadura, o relatório mais recente da Conab projeta leve queda na produção total. A safra 2025/26 deve somar 138,6 milhões de toneladas, volume 1,8% menor que o registrado em 2024/25. Essa redução está associada à menor área plantada e a possíveis impactos climáticos em algumas regiões produtoras.

Especialistas avaliam que, mesmo com o recuo na produção, o cenário atual mantém tendência de preços firmes, sustentada pela demanda externa e pelo comportamento cambial.

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