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O preço do cacau está animando os produtores do Espírito Santo, Bahia e Pará. Apesar de não terem produto em larga escala (o período é de entressafra e safra temporã), o valor recorde pago pela indústria deixou os cacauicultores eufóricos. As informações são do jornal Valor Econômico.
Só em fevereiro, o aumento foi de 28,12%, o que levou a commodity a US$ 6.884 por tonelada na bolsa de Nova York este ano. Os motivos da alta são problemas climáticos e envelhecimento das lavouras de cacau na Costa do Marfim e em Gana, os dois maiores produtores do mundo.
Entre os produtores entrevistados pelo Valor, um deles afirma estar recebendo R$ 450 de atravessadores pela arroba (15 quilos). Há um ano, o preço da mesma quantidade era de R$ 215. Outro disse que trabalha com cacau há 50 anos e nunca viu um preço tão alto. O problema, segundo ele, é a quebra de safra: a produção caiu cerca de 40%. Um produtor de Linhares disse que a saca de 60 quilos está entre R$ 1.850 e R$ 1.950.
O jornal ouviu Anna Paula Losi, presidente da Associação das Indústrias Processadoras de Cacau do Brasil (AIPC). À publicação, ela diz que o preço do cacau está alinhado com o mercado internacional e reflete mais um ano de déficit de matéria-prima.
Na última sexta-feira (1°), a Organização Internacional do Cacau (ICCO) estimou que a safra global entre outubro de 2023 a setembro de 2024 poderá ter déficit de 374 mil toneladas. Será o terceiro ano consecutivo. Em 2023, as indústrias no Brasil processaram 253 mil toneladas de cacau, sendo 220 mil de matéria-prima nacional.
Com informações do Valor Econômico





