Mais lidas 🔥

Frio intenso no Hemisfério Norte pode indicar um inverno mais rigoroso no Brasil em 2026?

Demanda pelo "ejiao"
Cientistas contestam decisão judicial que libera abate de jumentos; peles vão para a China

Previsão do tempo
Molion prevê década de frio até 2035; primeira onda polar deve chegar ao Brasil em maio

Previsão do tempo
Quinta ZCAS de 2026 provoca chuva intensa em oito estados até março

Anuário do Agronegócio Capixaba 2025
Turismo rural no Espírito Santo: as histórias de quem está construindo a história

A atividade econômica capixaba teve o melhor desempenho, no 2º trimestre desde ano, desde o início da pandemia. Nos período, a atividade econômica capixaba superou em 0,6% o nível de atividade do 4º trimestre de 2019. A economia do país permaneceu no mesmo patamar. As informações foram citadas pela presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Cristhine Samorini, em coletiva na tarde desta terça-feira (14).
Depois do pico de novos casos e mortes em abril deste ano, a curva de contágio e óbitos começou a cair. Se, por um lado, o segundo trimestre foi marcado pelo recrudescimento das medidas sanitárias e da quarentena, por outro, o avanço da vacinação facilitou a melhora gradual do quadro epidemiológico e a consequente retomada das atividades econômicas.
Na comparação com o mesmo período do ano passado, as variações são mais positivas e expressivas. Isso porque a comparação foi feita em cima de uma base deprimida: o 2º trimestre de 2020 foi marcado pelas incertezas e medos do início da pandemia, quando o Espírito Santo e o mundo tentavam dimensionar o grau de gravidade da pandemia e não havia horizontes que apontavam para uma vacina contra a doença.
E foi nessa comparação entre os dois segundos trimestres dos períodos – 2020 e 2021 – que o Espírito Santo teve crescimento de 16,6% e o Brasil, de 12,4%. “As altas foram puxadas pela indústria e serviços, que suplantaram o desenvolvimento negativo da agropecuária. Na indústria, somente o setor extrativo (petróleo e gás), teve queda de 6,2%”, explicou a gerente executiva do Instituto de Desenvolvimento Educacional e Industrial do Espírito Santo (Ideies), Marília Gabriela Elias da Silva, ao apresentar o Indicador de Atividade Econômica da Findes.
Segundo o estudo, a indústria de transformação cresceu 54,3% entre um período e outro. Essa base de comparação pode exacerbar o crescimento, mas a indústria da transformação ainda assim teve um resultado muito positivo. “Já a construção cresceu 75,4% e é o grande destaque do segundo trimestre, mas não só pelo crescimento. É um setor que mostrou uma recuperação importante e houve uma ampliação da mão de obra ocupada. A construção capixaba permanece acima do patamar pré-pandemia e influencia positivamente outros setores industriais”, explica.
O setor de serviços, o mais atingido pelas medidas de combate à pandemia, teve um crescimento menor, mas ainda assim, positivo: 19%. O agronegócio em geral, por outro lado, recuou 5,3%. Destaque negativo para a pecuária, que caiu quase 10%. A agricultura caiu 3,7%, mas há uma explicação sazonal. “O café está em bienalidade negativa, ou seja, já se espera uma produção mais baixa. Há, ainda, as chuvas irregulares este ano, o que afeta este setor. Já na pecuária, o recuo veio pelos bovinos, leite e suínos. As chuvas irregulares atrapalham produção de grãos e a cadeia de insumos”, explicou.





