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A queda na inflação nos Estados Unidos (EUA) provocou uma onda de alívio no mercado financeiro global. O dólar fechou abaixo de R$ 5,10 pela primeira vez em oito semanas. A bolsa de valores emendou a sétima alta seguida e recuperou os 110 mil pontos.
O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (10) vendido a R$ 5,085, com recuo de R$ 0,045 (-0,87%). A moeda chegou a cair para R$ 5,03 pouco antes das 10h, mas a queda perdeu força à medida que investidores aproveitaram a cotação baixa para comprarem dólares.
A divisa está no menor valor desde 15 de junho, quando estava em R$ 5,02. Com o desempenho desta quarta, o dólar acumula queda de 1,72% em agosto. Em 2022, o recuo chega a 8,8%.
No mercado de ações, o dia também foi marcado pela euforia. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 110.236 pontos, com alta de 1,46%. O indicador está no maior nível desde 7 de junho. Além do alívio no mercado financeiro internacional, a divulgação de balanços de empresas, que tiveram lucros em linha ou acima do previsto, impulsionaram a bolsa brasileira.
A divulgação de que a inflação ao consumidor nos Estados Unidos ficou em 0% em julho e atingiu 8,5% no acumulado em 12 meses desafogou as pressões das últimas semanas no mercado global. Isso porque a desaceleração dos preços reduz as pressões para que o Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) eleve os juros básicos dos Estados Unidos em 0,75 na próxima reunião, favorecendo as apostas de um aumento de 0,5 ponto.
Taxas mais altas em economias avançadas estimulam a fuga de capitais de países emergentes, como o Brasil. Caso a inflação norte-americana continue a desacelerar, aumenta a possibilidade de o Fed começar a reduzir os juros na metade de 2023.




