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O mercado ficou em polvorosa na tarde desta quarta-feira (27). Em meio ao aumento da inflação dos combustíveis, alimentos e energia, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa básica de juro. A Selic, que serve de parâmetro para todas as outras taxas do Brasil, passou de 6,25% para 7,75% ao ano. Foi uma surpresa para o setor produtivo e analistas financeiros, que esperavam um aumento mais brando.
Mas a alta Selic tem prós e contras. Por um lado, quando a taxa básica aumenta, o dinheiro se valoriza. Portanto, contratar empréstimos, financiamentos ou até mesmo o juro de um cartão de crédito ficará mais caro. “Isso porque a taxa mais alta reduz a quantidade de dinheiro que circula na economia”, salienta o economista Eduardo Araújo.
Daí surge o lado positivo da história: a lei de oferta e procura. Se há menos moeda circulando na praça, ela acaba se tornando mais preciosa. E o aumento torna-se um bom aliado no combate à inflação. “É a principal ferramenta que o governo tem para controlar o índice”.
Mas há mais um custo: a redução do crescimento econômico. Se o dinheiro está caro, as empresas freiam os investimentos. “E isso gera menos contratações e empregos. E isso pode ter um impacto negativo em um momento em que temos uma taxa de desemprego elevada. Apesar da melhora dos últimos meses, ela ainda é o dobro do que era em 2014”, finaliza.
Inflação acima do teto
Em setembro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou no maior nível para o mês desde 1994. Em 12 meses, o acumulado foi de 10,25%. O valor está acima do teto da meta. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, a inflação oficial deverá fechar o ano em 8,96%. A projeção oficial só será atualizada no próximo Relatório de Inflação, que será divulgado em dezembro.





