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Os setores do agronegócio que mais dependem da demanda doméstica, bem como os segmentos que trabalham com produtos perecíveis e de maior valor agregado, devem ser os mais afetados pelos efeitos do Coronavírus. Esse foi o resultado de um estudo elaborado por pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.
A pesquisa teve como objetivo analisar os efeitos do Coronavírus sobre as principais cadeias do setor, avaliando seu impacto atual e os cenários que podem ser traçados para o médio prazo, a partir dos fundamentos de oferta e demanda, e considerando questões sobre custos de produção e logística e de abastecimento.
Segundo o último boletim Focus do Banco Central, no contexto da demanda doméstica, a previsão do crescimento do PIB brasileiro em 2020, foi novamente revisada para baixo, chegando a 1,18%. Diante disso, os pesquisadores do Cepea disseram que a retomada da economia, ainda que lenta, não irá acontecer.
O estudo mostra ainda que o emprego e o poder de compra da população continuarão comprometidos. Considerando também que as exportações continuam com bom fluxo e que o dólar elevado favorece a receita do exportador, a demanda doméstica, para o Cepea, será um desafio para algumas cadeias do agronegócio.
“Com o isolamento da população e o fechamento de redes de serviço e alimentação, houve mudanças na forma e nos canais de consumo, que também afetam o setor ”.
Retração
A pesquisa acrescenta que o efeito da rápida desaceleração da economia brasileira que se desdobra não será homogêneo entre setores e agentes do agronegócio. “Em especial, produtos de maior valor agregado, os que não sejam essenciais (aqueles com maior elasticidade-renda) e aqueles mais perecíveis sentirão com mais força a retração do poder de compra da população e as mudanças na forma de consumo ”.
Em geral, o estudo, além de destacar perspectivas para várias as cadeias do agro, enumera os setores mais vulneráveis diante da crise, e que merecem atenção especial.
Ganham destaque nessa lista o leite, os hortifrutícolas, sobretudo os mais perecíveis (como folhosas, tomate, banana e manga), as flores e os biocombustíveis, além de algumas agroindústrias mais focadas no mercado interno, como a têxtil-vestuarista, de calçados e de móveis.
O Cepea ressalta que, independentemente do setor, os agentes e estabelecimentos de pequeno e médio portes, que usualmente detêm uma menor margem de manobra para sobreviver a momentos de crise, deverão sentir com mais força o efeito da pandemia.




