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No último dia 26 de março, o Instituto Butantan anunciou a criação da Butanvac, nova candidata a vacina contra à Covid-19 com produção total em território brasileiro &mdash, e confirmou à imprensa que pedirá autorização à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar os estudos clínicos em voluntários. A matéria-prima da nova vacina é produzida através de ovos de galinhas fecundados, uma produção cheia de cuidados e protocolos que une o agro à medicina.
A expectativa é que, com o aval da Anvisa, os testes comecem em abril e a produção tenha início no mês de maio, com a disponibilização de 40 milhões de doses a partir de julho. A tecnologia usada é a mesma da vacina contra a gripe e já leva em conta a variante P1. A promessa é que a nova vacina produza uma resposta imune maior que as atuais de forma segura.
Entenda a tecnologia da ButanVac, a vacina brasileira que depende do campo
A vacina será produzida integralmente no Brasil, sem depender de importação. Isso ocorre porque a fábrica de Influenza do Butantan pode produzir o insumo utilizando a tecnologia de vacina inativada com base em ovo. Os ovos fecundados, matéria prima da ButanVac, são produzidos em granjas com protocolos de segurança especiais. No Instituto, os ovos são abertos e recebem o vírus da Doença de Newcastle, que é modificado para produzir uma proteína do novo coronavírus. O vírus &mdash, que não causa sintomas em seres humanos &mdash, se reproduz dentro dos ovos e, depois, esse material é tratado para servir de matéria-prima para a produção das vacinas. Além disso, o vírus é inativado para a formulação, facilitando sua estabilidade e deixando a vacina ainda mais segura.
*Com informações do Instituto Butantan e assessoria deputado federal Evair de Melo





