Mais lidas 🔥

Frio intenso no Hemisfério Norte pode indicar um inverno mais rigoroso no Brasil em 2026?

Demanda pelo "ejiao"
Cientistas contestam decisão judicial que libera abate de jumentos; peles vão para a China

Previsão do tempo
Molion prevê década de frio até 2035; primeira onda polar deve chegar ao Brasil em maio

Previsão do tempo
Quinta ZCAS de 2026 provoca chuva intensa em oito estados até março

Anuário do Agronegócio Capixaba 2025
Turismo rural no Espírito Santo: as histórias de quem está construindo a história


Com uma longa história na produção de diversos tipos de especiarias e pioneiro na iniciação de novos cultivos, o município de São Mateus foi reconhecido por lei como a capital estadual das especiarias. A conquista, que veio valorizar e fortalecer a atuação da cidade nesse nicho, é resultado de uma articulação realizada pela Cooperativa dos Produtores Agropecuários da Bacia do Cricaré (Coopbac).
O diretor administrativo da Coopbac, Erasmo Negris, conta que São Mateus possui uma forte relação com esse tipo de produto. Segundo ele, foi nessa localidade que se iniciou o cultivo da pimenta-do-reino e a domesticação da pimenta rosa (conhecida como aroeira). Além disso, o município também cultiva a macadâmia e já teve ensaios para o cultivo de cravo-da-índia, canela, cúrcuma, gengibre, entre outros.
“Todas essas especiarias formam um conjunto muito importante do agronegócio para a nossa região, seja de inclusão social ou seja de geração de emprego e renda, trazendo dignidade ao produtor rural. Diante desse contexto, nós idealizamos e apresentamos ao deputado Freitas um ofício para que fosse criado um Projeto de Lei no qual a cidade pudesse receber esse título ”, contou Erasmo.
O projeto de Lei nº 79/2020 foi aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo (Ales) e sancionado no dia 02 de junho deste ano pelo governador Renato Casagrande. “Para nós foi uma alegria e uma grande honra, porque quem ganha com essa conquista é todo aquele que está envolvido com a cadeia produtiva dessas especiarias ”, destacou o diretor administrativo da Coopbac.
Além disso, Erasmo contou que o reconhecimento poderá ser utilizado de forma estratégica para a valorização local. “O título será importante para focarmos principalmente o turismo agrícola, rural e sustentável. Conciliado a isso, teremos as indicações geográficas da pimenta-do-reino, da pimenta rosa e do café conilon, que já estão sendo trabalhadas e em breve estarão reconhecidas pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), e o programa de produção integrada que está sendo desenvolvido com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Logo esse conjunto trará muitos benefícios para todos ”, completou.




