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Cooperativas capixabas do Ramo Agropecuário que atuam no segmento Leite participaram de uma Reunião Setorial do Sistema OCB/ES, na manhã da última terça-feira (3). Além de representantes da Cavil, Clac e Nater Coop, o encontro virtual contou com a participação de membros da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) e do Sebrae/ES.
O momento serviu para alinhar temas pertinentes para as cooperativas que atuam na produção de leite e derivados no Estado. A reunião também foi propícia para fortalecer vínculos com as instituições parceiras do cooperativismo, que têm estimulado a cadeia leiteira capixaba por meio de uma série de iniciativas e projetos.
O encontro faz parte do segundo ciclo de Reuniões Setoriais de 2024 do Sistema OCB/ES. No último mês de junho, a organização estadual realizou o primeiro encontro do ano com as cooperativas que atuam no mercado de laticínios. O terceiro ciclo, marcando o encerramento dos trabalhos, está previsto para acontecer em novembro.
A seguir, conheça os temas abordados na segunda Reunião Setorial do segmento Leite.
Ações e campanhas do Sistema OCB/ES
Caroline Zanetti, zootecnista e analista de Desenvolvimento Cooperativista do Sistema OCB/ES, ficou responsável pela condução da reunião. Em sua apresentação, a profissional destacou iniciativas que a organização estadual desenvolve em benefício das cooperativas capixabas.
Uma delas é a Certificação de Regularidade Técnica (CRT), programa que estimula a adoção de boas práticas de gestão. Zanetti ressaltou a importância da participação das cooperativas nessa metodologia, com a oportunidade de conquistarem destaque na premiação da CRT.
Outro trabalho importante é a atualização cadastral realizada pelas cooperativas no Sou.Coop, plataforma que funciona como um banco de dados das cooperativas brasileiras. Essa atualização consiste em adicionar os documentos e informações que permitem verificar sua conformidade legal. Um dos produtos que utiliza dados dessa ferramenta é o Anuário do Cooperativismo Capixaba, cuja edição de 2024 será lançada no próximo dia 3 de outubro.
Por fim, Zanetti citou a CapacitaCoop, plataforma de aprendizagem do Sistema OCB e que dispõe de um acervo de 220 cursos gratuitos.
A analista ainda lembrou que as cooperativas de laticínios do Espírito Santo poderão participar da última Reunião Setorial deste ano, direcionada para todos os ramos e segmentos do cooperativismo.
Cenário e políticas da pecuária de leite no ES
A apresentação seguinte foi realizada pelo coordenador de Pecuária da Seag, Filipe Barbosa. Ele trouxe atualizações sobre o cenário da pecuária de leite no Espírito Santo e mencionou políticas públicas de fomento da cadeia produtiva que estão em andamento no estado.
O técnico compartilhou suas preocupações com a alimentação animal durante a estiagem. “Estamos passando por um período muito crítico agora, no ápice da seca. A previsão é de que ainda teremos algumas semanas sem chuvas no Espírito Santo. Sabendo que a maior parte do nosso rebanho é de animais que dependem da pastagem para se alimentar, a produção de leite fica mais precária nessa época”, alertou.
Visando contornar essa dificuldade, Barbosa revelou que a Seag já realizou uma licitação para comprar 70 equipamentos que auxiliam na ensilagem de alimentos. O recurso já está na Seag, e o investimento irá reforçar as 40 ensacadoras que já haviam sido adquiridas pela secretaria, atendendo cerca de 3,2 mil pecuaristas.
Na sequência, o coordenador da Seag informou que irá assumir a cadeira de presidente da Comissão Técnica de Produção e Melhoramento Animal do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Espírito Santo (CRMV-ES), na próxima segunda-feira (9/8). A analista do Sistema OCB/ES Caroline Zanetti também fará parte do conselho, enquanto membra titular.
“Essa comissão regulamenta as atividades do profissional de medicina veterinária e dos tutores e criadores de animais. Por isso, ela é importantíssima para toda a cadeia de produção animal aqui do Espírito Santo, principalmente pelas novas legislações que estão entrando em vigor”, ressaltou.
Referente à produção in vitro de embriões (PIVE), Barbosa esclareceu que o governo estadual precisará criar uma lei para regulamentar a distribuição do material genético e que, devido a trâmites administrativos e legais, ainda não há um prazo de liberação dessa política pública. No entanto, o representante da Seag tranquilizou os participantes da reunião ao informar que a licitação atrelada a esse projeto continua em percurso.
“Maiores informações serão dadas na próxima quarta-feira (11/9), durante a reunião do Comitê Gestor do Programa de Desenvolvimento Sustentável da Cadeia do Leite no Espírito Santo”, lembrou Barbosa.
Laboratório estimula melhoria da qualidade do leite
O gerente do laboratório do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), Marcus Rodrigues, falou sobre como a estrutura dessa instituição pode ser uma aliada para a melhoria da qualidade do leite das cooperativas capixabas. O gerente levantou a pauta por observar uma ociosidade na utilização do laboratório pelos produtores do Espírito Santo, enquanto outros estados estão demandando o Idaf.
Rodrigues explicou que as amostras enviadas para o laboratório têm como finalidade auxiliar no controle interno dos produtores, e que os resultados laboratoriais são de posse única e exclusiva de quem os solicita. “O resultado, se ele não for de natureza fiscal, volta para o seu dono. Essa é a política de gestão do laboratório”, garantiu.
O gerente também frisou a relevância do laboratório para auxiliar no controle de qualidade da produção animal. “Não se fala em qualidade para a exportação ou para os mercados internos se a gente simplesmente implementar práticas sem mensurar os resultados. Nas práticas relacionadas a produtos de origem animal, temos que trabalhar com cada vez mais precisão”, orientou.
Com respeito ao software que seria contratado para facilitar a coleta e a análise de dados gerados pelo laboratório, Rodrigues informou que a ferramenta cedida pela Embrapa não funcionou para o Idaf, e que uma licitação será lançada em breve, no próximo dia 12/9.
“Esperamos ter boas notícias em relação a esse software, que é para trazer o que vocês [cooperativas de leite] precisam: informação em tempo real para as tomadas de decisões dentro dos processos de forma mais rápida e efetiva”, disse.
Oportunidades do Sebrae/ES para as cooperativas de leite
O último tópico da Reunião Setorial foi abordado pela gestora estadual da cafeicultura e pecuária de leite na Unidade de Competitividade e Produtividade do Sebrae/ES, Jhenifer Soares. A convidada apresentou as soluções desenvolvidos pelo Sebrae em âmbito nacional e pelo e Sebrae/ES que estão à disposição das cooperativas do segmento Leite.
Soares informou que as soluções oferecidas estão compiladas no portal Polo Sebrae Agro, criado pelo Sebrae e Sebrae/GO com o intuito de se aproximarem mais de seus clientes do setor agropecuário. Ao clicar na opção “Publicações” e, em seguida, em “Soluções Sebrae para o Agro”, é possível visualizar todas as iniciativas, bem como filtrá-las por estado e por cadeia produtiva.
Com relação à Fertilização in Vitro (FIV), a gestora estadual informou que, no momento, a solução está suspensa após ter sido repassada à Seag, que irá conduzir as contratações.
Soares informou que, caso alguma das soluções disponíveis no site sejam ofertadas somente em outros estados, os interessados podem encontrar em contato com o Sebrae/ES para verificarem a possibilidade de incluí-la no portfólio estadual. Segundo a gestora, ainda há a possibilidade de um outro modelo de contratação, o de consultoria customizada.
“Se você identificar uma necessidade que não está contemplada nas soluções, a cooperativa pode solicitar uma consultoria. Porém, o faturamento anual deve ser de até 4,8 milhões. Passando disso, conseguimos fazer um trabalho em conjunto, mas atendendo os cooperados”, explicou.
Soares também enalteceu o relacionamento que existe entre o Sebrae/ES e as cooperativas capixabas. “Acreditamos muito no trabalho das cooperativas e nesse nosso relacionamento, porque por meio delas conseguimos chegar até os pequenos produtores, que são o nosso público-alvo”, declarou.




