Mais lidas 🔥

Cacau Fest
Tombo do chocolate promete atrair público no maior evento do cacau no ES

Lucas Souza Alves, jovem do Caparaó, especialista em cafés, morre aos 24 anos em grave acidente

Cotações
Café, boi e hortifrúti: confira as cotações do dia 20 de agosto

Alerta de vendaval
Vendaval pode atingir 71 municípios do Espírito Santo neste sábado; veja as cidades em alerta

Cotações
Café, boi e hortifrúti: confira as cotações do dia 19 de agosto

O cooperativismo foi oficialmente reconhecido como parte da cultura brasileira com a sanção da Lei nº 15.433/2026, um marco que o Conselho Nacional do Café (CNC) recebe com entusiasmo. Para o presidente do CNC, Silas Brasileiro, a nova legislação é o reconhecimento de uma trajetória que define o Brasil, “o cooperativismo de produção e crédito sempre foi a espinha dorsal da nossa cafeicultura, garantindo que o pequeno e o grande produtor falem a mesma língua e alcancem o mesmo sucesso. Este reconhecimento legal é uma vitória justa, mas, para nós, é também uma convocação”, disse ele. Silas Brasileiro também afirma que o CNC continua sendo braço operacional da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), transformando a chancela cultural em mais força para as cooperativas, garantindo que a cooperação continue sendo o motor da renda, da sucessão familiar e da sustentabilidade no campo.
Ao reunir 25,8 milhões de brasileiros, o cooperativismo se consolida não apenas como um modelo de negócios, mas como uma estratégia essencial de desenvolvimento. A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, ressalta a relevância do movimento nesse cenário: “O Brasil afirma, oficialmente, que cooperar faz parte da sua identidade. Isso fortalece nossa legitimidade e amplia a percepção de que o cooperativismo é um modelo estratégico para o crescimento do país”, afirmou.
Para o setor cafeeiro, este reconhecimento ganha densidade e aplicação prática direta através do CNC, que atua na conversão dos princípios da cooperação em políticas e ações que garantem a sustentabilidade e a competitividade do café brasileiro. O trabalho do Conselho é o elo indispensável que permite que a cultura cooperativista, agora protegida por lei, se traduza em suporte técnico, defesa de interesses e prosperidade para as cooperativas e seus produtores em todo o território nacional.
Vale ressaltar que a estrutura do setor cooperativista cafeeiro conta com 97 cooperativas de café, reunindo cerca de 330 mil cafeicultores em todo o Brasil. Essas cooperativas são responsáveis por aproximadamente 65% da produção nacional e 35% das exportações brasileiras de café, oferecendo suporte técnico, acesso a crédito e promovendo práticas sustentáveis. No Brasil, estão ligadas à OCB, 4.509 cooperativas de diversos ramos de atuação, com 23,4 milhões de cooperados e cerca de 550 mil empregos diretos.
A Lei nº 15.433/2026 abre um novo ciclo para o agronegócio. O desafio, agora, é utilizar esse respaldo institucional para fortalecer ainda mais as cooperativas de café, assegurando que o modelo que já transforma a vida de milhares de famílias seja protagonista nas futuras políticas públicas do país. O CNC reafirma seu compromisso de liderar essa frente, unindo a visão estratégica da OCB à execução técnica necessária para que o cooperativismo cafeeiro continue sendo um dos maiores exemplos de sucesso do Brasil para o mundo.
Silas Brasileiro ressaltou, de forma especial, a liderança exercida por Márcio Lopes de Freitas e Tânia Zanella, destacando suas contribuições decisivas para o fortalecimento do cooperativismo brasileiro e sua projeção no cenário internacional. Segundo ele, a atuação de Márcio e Tânia à frente da OCB tem sido marcada por visão estratégica, capacidade de articulação e defesa permanente dos interesses do setor, consolidando o cooperativismo como um dos pilares do desenvolvimento econômico e social do país. Como conselheiro da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), Márcio também tem ampliado o protagonismo do Brasil nas discussões globais, levando a experiência e a força do modelo cooperativista brasileiro para os principais fóruns internacionais e contribuindo para o reconhecimento do país como referência mundial no segmento.





Comentários 0