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Os queijos artesanais produzidos no Espírito Santo ganharam destaque nacional ao conquistarem importantes premiações no VIII Prêmio Queijo Brasil, realizado nesta quinta-feira (10), em Blumenau (SC). O evento reuniu mais de 2.200 participantes de 20 estados brasileiros e avaliou centenas de produtos de pequenas queijarias do país, reforçando o protagonismo da produção artesanal na gastronomia brasileira.
Três queijos capixabas se destacaram ao receber medalhas de ouro, após alcançarem notas superiores a 95 pontos em 100 possíveis no julgamento técnico. Os premiados foram o Boursin Erve de Provence, da Queijaria Pedrazul (Domingos Martins); o Queijo Morbier, da Vila Veneto (João Neiva); e o Queijo Minas Meia Cura Calvi, da Calvi Laticínios (Cachoeiro de Itapemirim). Além disso, as queijarias Pedrazul e Vila Veneto também conquistaram medalhas de prata com outros produtos, como Boursin Lemon, Boursin Alecrim, Queijo Asiago e doce de leite.
Outros produtores capixabas também subiram ao pódio. O Sítio Hollunder, de Marechal Floriano, recebeu medalhas de prata e bronze, enquanto a Queijaria Giacomin, de João Neiva, foi premiada com uma prata e duas bronzes, somando conquistas que evidenciam a diversidade e a qualidade da produção artesanal no Estado.
Para o secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli, o resultado é reflexo do empenho dos produtores e da força da tradição local. “Essas premiações são motivo de orgulho para todo o Espírito Santo. Mostram que nossos produtores têm excelência, criatividade e tradição, conquistando consumidores em todo o Brasil. O Governo do Estado está comprometido em apoiar ainda mais esse segmento, que fortalece a economia local, gera renda e mantém viva a cultura capixaba”, afirmou.
Com o objetivo de valorizar ainda mais o setor, o Governo do Estado deu início a um projeto inédito de mapeamento, caracterização e valorização dos queijos artesanais capixabas, financiado pelo Programa Inovagro. A iniciativa é coordenada pela Seag e conta com a parceria do Incaper, da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig).
A pesquisa, iniciada em fevereiro deste ano, busca identificar os diferentes tipos de queijos produzidos no Estado, promover a regularização sanitária e agregar valor aos produtos. A expectativa é melhorar as práticas produtivas, reduzir perdas e ampliar o mercado, além de fortalecer iniciativas como a Rota do Queijo Artesanal, que já impulsiona o turismo em regiões como João Neiva, as Montanhas Capixabas e o Caparaó.
Atualmente, as queijarias artesanais representam mais de 40% das agroindústrias familiares do Espírito Santo. Segundo o IBGE, são cerca de 1.763 estabelecimentos espalhados pelo território capixaba, compondo um patrimônio cultural e econômico que segue ganhando visibilidade e reconhecimento em todo o Brasil.





