Mais lidas 🔥

Inovação na piscicultura
Tilápias ficam mais saudáveis com uso de planta medicinal

Tempo e agronegócio
Clima vai redesenhar mapa do café arábica até 2050; conheça os impactos no Brasil

Piscicultura
Nova indústria de pescado em Domingos Martins deve impulsionar piscicultura capixaba

Desenvolvimento rural
Bacia do Rio Doce recebe aporte milionário do governo

Qualidade do café
Pesquisa aponta momento certo para colheita do café

“
Luiz Carlos Molion é meteorologista brasileiro, professor e pesquisador da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), PhD em Meteorologia e pós-doutor em Hidrologia de Florestas.
O fenômeno climático começará a se intensificar entre os meses de setembro e outubro, permanecendo até 2019, é a afirmação do climatologista, Luis Carlos Molion.
Utilizando o sistema de previsão por similaridade, Molion explica que o La Niñ,a deve seguir o padrão próximo ao ocorrido entre os anos 1999 a 2001 quando o fenômeno se estabeleceu após um forte El Niñ,o de 1997 a 1998.
Segundo ele, com o esfriamento das águas do Pacifico um sistema de alta pressão permanece sobre o Brasil, sendo característico por ar seco que dificulta a formação de nuvens. Além disso, é comum por “”altas temperaturas durante o dia e tempo mais frio durante a noite””, explica.
Dessa forma, o climatologista afirma que até 2017 o clima deve ser caracterizado por chuvas abaixo da média em todo o Brasil Central, com exceção da região Sul que tende a receber um volume maior de precipitações. Além disso, em anos de La Niñ,a é comum o avanço de massas de ar polar que favorece a formação de geadas e alongamento de períodos de baixa temperatura.
Para a produção agrícola esse cenário, se confirmado, poderá causar prejuízos à safra de verão, especialmente para culturas como soja, milho e algodão. “” Háuma tendência de que as chuvas fiquem firmes somente a partir de novembro e, em geral os produtores querem plantar em setembro ou inicio de outubro””, ressalta Molion.
Além disso, há a possibilidade da ocorrência de veranico severo em janeiro, com a volta das chuvas em março, abril e maio, favorecendo então a segunda safra de milho.
Já no Sul, o estabelecimento da zona de alta pressão sobre o Brasil Central “”tende a desviar as frentes frias que em geral passam sobre o Rio Grande do Sul, então há uma tendência de até 2017 à região tenha grande ocorrência de chuvas””, pondera o climatologista.
De acordo com Molion, o La Niñ,a também favorece a formação de geadas e a manutenção de temperaturas até 2°C abaixo da média com o alongamento do inverno. Fator que pode ser prejudicial para a cultura do milho safrinha.
Para uma previsão de similaridade mais alongada, entre 2018 e 2019, o padrão climático deverá sofrer alteração, deixando o Sudeste, Centro-oeste, Norte e Nordeste mais chuvoso, e o Sul com menos presença de chuvas.
Veja também o artigo do Professor Luiz Carlos Molion sobre a Gênese do El Niñ,o. As observações do especialista sobre a interferência da Lua nas correntes marítimas e consequentemente o aquecimento ou resfriamento dos oceanos.CLIQUE AQUI
Fonte:noticiasagricolas.com.br





