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Os Cafés das Montanhas do Espírito Santo conquistaram o selo de Indicação Geográfica (IG) de Denominação de Origem, concedido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). O registro definitivo foi publicado nesta terça-feira (4), na revista do instituto. O pedido foi protocolado em dezembro de 2019, pela Associação de Produtores de Cafés Especiais das Montanhas do Espírito Santo (Acemes). Desde então, passou por uma série de análises, sendo preliminarmente deferido em junho de 2020. Essa é mais uma vitória para os cafeicultores capixabas que, no início de fevereiro deste ano, conquistaram o reconhecimento e registro do Café do Caparaó.
A Denominação de Origem vai abranger os municípios de: Afonso Cláudio, Alfredo Chaves, Brejetuba, Castelo, Conceição do Castelo, Domingos Martins, Iconha, Itaguaçu, Itarana, Marechal Floriano, Rio Novo do Sul, Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa, Santa Leopoldina, Vargem Alta e Venda Nova do Imigrante.

O registro de Indicação Geográfica (IG) é conferido a produtos ou serviços que são característicos do seu local de origem, o que lhes atribui reputação, valor intrínseco e identidade própria, além de os distinguir em relação aos seus similares disponíveis no mercado. São produtos que apresentam uma qualidade única em função de recursos naturais como solo, vegetação, clima e saber fazer.
"Essa é mais uma importante conquista para o Espírito Santo. Trata-se da segunda Denominação de Origem para cafés do Espírito Santo, o que demonstra a singularidade da nossa cafeicultura. A dedicação dos cafeicultores, o profissionalismo e a união das instituições parceiras nesse processo, culmina em mais esta conquista que merece ser celebrada por todos os capixabas”, explica o superintendente do Sebrae/ES, Pedro Rigo.
O presidente da Acemes e produtor de café, Rodrigo da Silva Dias, destaca que a conquista da IG agrega valor ao produto e reconhecimento dos agricultores e da região.
“O selo garante a produção com rastreabilidade e origem controlada. Também assegura que o café foi produzido de acordo com as normas do Caderno de Especificações Técnicas elaborado pelas instituições parceiras, o que confere ainda maior segurança para o consumidor. Certamente vamos alavancar o agroturismo dos 16 municípios que fazem parte da região da IG”, completa.
Para o pesquisador do Incaper, Maurício Fornazier, a riqueza de atributos do Café Montanhas do Espírito Santo e o sistema produtivo consideravelmente artesanal, apresentam condições de Denominação de Origem que certamente irão contribuir para a valorização do café da região.
“Espera-se que com a Indicação Geográfica, na modalidade Denominação de Origem, exista a possibilidade de promover a região das Montanhas do Espírito Santo, conduzindo-a no rumo da trajetória da sustentabilidade socioeconômica de toda a população, fundamentada na cafeicultura ecologicamente adequada aos estratos ambientais, fazendo com que suas relações comerciais sejam de muita prosperidade”, frisa Fornazier.
"A obtenção de Denominação de Origem pelos Cafés das Montanhas do Espírito Santo permite a promoção da sustentabilidade e fomenta a competitividade da atividade cafeeira, fortalecendo a imagem dos grãos produzidos no território e, por consequência, levando benefícios econômicos para produtores e moradores da região", destaca a diretora da BSCA, Vanusia Nogueira. (*Com informações do Sebrae/ES e Incaper)





