Mais lidas 🔥

Inovação no campo
Nova variedade de banana chama atenção de produtores no ES

Rio Grande do Sul
Azeite brasileiro atinge nota máxima e é eleito o melhor do mundo em concurso na Suíça

Chuva de um lado, seca de outro
El Niño de 2026/2027 pode repetir a força e os impactos do fenômeno de 2015/2016?

Desenvolvimento rural
Mais de 161 mil mudas impulsionam produção no Norte do ES

Produção artesanal
Valença, no Rio de Janeiro, conquista 13 medalhas no Mundial do Queijo

Os preços do café no mercado brasileiro registraram forte queda em maio, especialmente na última semana do mês. De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a desvalorização foi impulsionada pelo avanço da colheita da safra 2025/26, que começou a ganhar ritmo no caso do café arábica e foi intensificada no robusta.
A média mensal do Indicador Cepea/Esalq para o café arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, foi de R$ 2.484,29 por saca de 60 kg, o que representa uma retração de 1,6% em relação a abril e o menor valor registrado desde janeiro deste ano. No acumulado de maio, a queda foi ainda mais expressiva: 10,71%.
Já os preços do café robusta recuaram com mais intensidade. A colheita mais avançada dessa variedade, aliada à expectativa de uma safra maior, reforçou a pressão de baixa no mercado. O Indicador Cepea/Esalq para o robusta tipo 6, peneira 13 acima, a retirar no Espírito Santo, fechou o mês com média de R$ 1.394,45 por saca de 60 kg — uma redução de 7,1% ou R$ 120,34 frente ao mês anterior. No acumulado de maio, a retração chegou a significativos 18%.
Segundo analistas do Cepea, o cenário atual reflete tanto o aumento da oferta no mercado interno quanto as expectativas dos agentes em relação à produção brasileira, considerada decisiva para os preços internacionais.
A perspectiva é de que, conforme a colheita avance nas principais regiões produtoras, a pressão sobre os valores continue no curto prazo. Ainda assim, o comportamento do clima e os dados concretos sobre a produtividade das lavouras serão determinantes para a formação dos preços nos próximos meses.





