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Safras problemáticas, oscilações de mercado, estoques baixos e uma frutinha fedorenta. Essa é a tempestade perfeita que pode elevar ainda mais o preço do café em todo o mundo, segundo uma reportagem da BBC Brasil. Segundo a publicação, o início do período de alta começou em 2021, após uma geada anormal destruir plantações de arábica do Brasil.
A falta de grãos no mercado fez com que os compradores buscassem grãos de robusta no Vietnã. O clima, mais uma vez, não ajudou, pois o país enfrentava a pior seca em quase uma década.
Os produtores vietnamitas, por sua vez, decidiram migrar para a produção de uma fruta chamada durian. Amarela e fedorenta, ela tem se tornado popular na China, com uma participação que quase dobrou entre 2023 e 2024 no país.
Com a substituição das plantações de café pelo durian, as exportações do robusta caíram 50% em junho, comparado com igual período de 2023, informa a BBC.
Mesmo com Colômbia, Etiópia, Peru e Uganda dando gás na exportação, a quantidade não foi o suficiente e os estoques globais vieram abaixo. A famosa lei da oferta e demanda entra em cena e, com pouco produto no mercado, os preços são negociados a preços recordes.
Os olhos, agora, se voltam novamente para o Brasil. Responsável por um terço de todo café consumido no mundo, o Brasil também tem sobre si o peso do clima descontrolado, explicaram especialistas. Na prática, se as chuvas retornarem rápido, a floração do próximo ano será boa. Mas se a seca persistir até outubro, há a possibilidade de um rendimento menor em 2025 e o estresse pode se manter no mercado.





