Mais lidas 🔥

Cafeicultura
Conab inicia 2º levantamento da safra 2026 de café em dez estados

Indicação Geográfica
Propriedade de Jaguaré conquista selo inédito de IG para café conilon torrado

Homenagem
O adeus a Lúcio Lívio Fróes de Castro, pesquisador que ajudou a construir o agro capixaba

Maior feira de turismo rural do país
Ruraltur 2026 reúne mais de 25 horas de programação gratuita em Santa Teresa

Levedura até 30% mais barata
Levedura nacional pode reduzir custo da cerveja artesanal no Brasil

As exportações de café totalizaram 2,78 milhões de sacas de 60 quilos em janeiro de 2026, segundo dados do Cecafé. O volume representa queda de 30,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior e configura o menor embarque para um mês de janeiro desde a safra 2017/18.
De acordo com pesquisadores do Cepea, a redução está diretamente relacionada ao menor volume colhido na safra 2025/26 e aos estoques nacionais mais apertados. Esse cenário deve continuar limitando as exportações de café até, pelo menos, o início da colheita e do beneficiamento da temporada 2026/27. A entrada mais consistente dessa nova oferta no mercado é esperada apenas a partir de maio e junho.
Além disso, o patamar elevado dos preços internacionais, especialmente nos primeiros meses da safra 2025/26, também contribuiu para restringir os embarques brasileiros. Com valores mais altos, parte da demanda externa recuou, o que influenciou o ritmo das negociações.
No mercado interno, o menor volume exportado ocorre em um contexto de expectativa de safra recorde. Essa combinação tem pressionado as cotações domésticas. Desde o início de 2026, o preço do café arábica, conforme o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, acumula recuo de aproximadamente 14%.
No caso do robusta, o movimento de desvalorização é ainda mais acentuado. O Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6, peneira 13 acima, a retirar no Espírito Santo, registra queda de 17% no mesmo período.
Com isso, o setor acompanha um cenário de oferta ajustada no curto prazo e expectativa de maior disponibilidade a partir do segundo semestre, o que pode redefinir o comportamento das exportações de café e dos preços ao longo do ano.





