Mais lidas 🔥

Mudanças chegando!
Fenômeno El Niño pode se formar no inverno de 2026; saiba como ficará o clima no Brasil

Temporal e prejuízos
Produtores de Linhares e Sooretama tentam salvar lavouras após fortes chuvas

Previsão do tempo
Domingo segue com chuva passageira e leve alta das temperaturas no Espírito Santo

Cotações
Café, boi e hortifrúti: confira as cotações do dia 26 de janeiro

Importação e custo de produção
Morango importado abaixo do custo de produção ameaça renda de produtores no ES

O mercado de café no Brasil tem sentido o peso de incertezas globais e fatores internos, resultando em uma significativa queda nos preços do conilon. A principal influência externa reside nos impactos das tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos, que geram instabilidade no mercado global e afastam investidores de maior risco. Essa cautela se reflete diretamente no câmbio, exercendo pressão sobre as cotações do grão nas bolsas.
De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a proximidade da colheita de conilon no Brasil intensifica ainda mais essa pressão. A expectativa de uma maior oferta do grão no mercado interno contribui para o cenário de queda nos preços.
O reflexo dessa combinação de fatores já é sentido no bolso dos produtores e nos indicadores de mercado. Nos primeiros sete dias de abril, o Indicador Cepea/Esalq do robusta tipo 6, peneira 13 acima, a retirar no Espírito Santo, registrou uma expressiva queda de R$ 360,59 por saca de 60 quilos, o que representa uma retração de 7,7%. Com isso, a semana iniciou com a média de R$ 1.586,38 por saca, o menor valor desde 18 de novembro de 2024.
Apesar do cenário de pressão nos preços, pesquisadores do Cepea apontam uma possível vantagem competitiva para o setor brasileiro de robusta em relação às tarifas norte-americanas. Para o Brasil, a tarifa de exportação para os Estados Unidos é de 10%, enquanto importantes concorrentes dessa variedade enfrentam taxações significativamente maiores: 46% para o Vietnã e 32% para a Indonésia. Essa disparidade tarifária pode abrir oportunidades para o café robusta brasileiro no mercado americano.





