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O avanço da colheita da safra 2026/27 provocou uma forte retração nos preços do café arábica nos primeiros dias de junho. No entanto, a partir do dia 10, as cotações voltaram a subir em razão das chuvas registradas nas principais regiões produtoras da variedade, segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
De acordo com os pesquisadores do Cepea, as precipitações interferiram no ritmo dos trabalhos no campo e reduziram momentaneamente a oferta do produto, fator que contribuiu para a recuperação dos preços após as quedas observadas no início do mês.
Além dos impactos sobre a colheita, as chuvas nesta fase do ciclo produtivo também acendem um alerta em relação à qualidade dos grãos. O Centro de Pesquisas destaca que a umidade pode comprometer características importantes do café, justamente em um cenário em que agentes do setor já relatam qualidade e peneira inferiores às verificadas na safra passada.
Embora as estimativas oficiais apontem para uma produção recorde na temporada 2026/27, as avaliações de mercado indicam que parte da safra pode apresentar desempenho abaixo do esperado em termos de qualidade.
No caso do café robusta, as cotações seguem mais sustentadas em comparação ao arábica. Conforme o Cepea, a maior firmeza dos preços está relacionada às projeções de uma safra menor do que a registrada no ciclo anterior, cenário que mantém o mercado mais ajustado para a variedade.
Com a colheita em andamento, agentes do setor seguem atentos às condições climáticas e aos impactos sobre a disponibilidade e a qualidade dos grãos, fatores que devem continuar influenciando o comportamento dos preços nas próximas semanas.




