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Com a assinatura da ordem executiva pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que confirma a taxação de 50% sobre produtos brasileiros importados, incluindo o café, o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) informou que seguirá em tratativas com a National Coffee Association (NCA), nos EUA, para tentar incluir o produto na lista de exceções do governo norte-americano.
O Cecafé ressalta que Brasil e Estados Unidos mantêm uma relação comercial estratégica no setor cafeeiro. O país sul-americano é o principal fornecedor de café aos EUA, respondendo por mais de 30% do mercado local. Em contrapartida, os Estados Unidos são o principal destino das exportações brasileiras, representando 16% do total.
A entidade também destaca a importância do café para a economia norte-americana. Segundo estudo da Technomic encomendado pela NCA em 2022, 76% da população dos EUA consome café, o que gera cerca de US$ 110 bilhões anuais em gastos com a bebida e produtos relacionados — o equivalente a US$ 301 milhões por dia. A indústria cafeeira representa mais de 8% da cadeia de serviços alimentícios e sustenta mais de 2,2 milhões de empregos, com impacto em todos os estados do país. Além disso, cada dólar gasto com importação de café injeta US$ 43 adicionais na economia dos EUA, movimentando um total de US$ 343 bilhões por ano — 1,2% do PIB americano.
Diante desses dados, o Cecafé defende a revisão da decisão de incluir o café na tarifa de 50%. A entidade alerta que a medida pode resultar em aumento expressivo dos preços e pressionar a inflação nos EUA, já que os custos tendem a ser repassados diretamente ao consumidor. A articulação com entidades norte-americanas segue com o objetivo de garantir a permanência do café brasileiro entre os produtos isentos da nova taxação.





