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A tecnologia como força motriz da tradição, da inovação e da sustentabilidade. Esse é o conceito central do novo posicionamento da marca “Cafés do Brasil”, apresentado nesta terça-feira (5) durante a Semana Internacional do Café (SIC) 2025, em Belo Horizonte (MG). O movimento marca uma nova fase para a cafeicultura nacional, que passa a adotar o conceito ESG+T — Environmental, Social, Governance + Technology — como norte estratégico de comunicação e desenvolvimento.
O trabalho de reposicionamento, conduzido pela agência Design Bridge and Partners, foi contratado pela cadeia produtiva e pelo governo federal, com participação da CNA, ABIC, ABICS, Cecafé, CNC, BSCA e Mapa. O objetivo é ressignificar a tradição do café brasileiro à luz da tecnologia, evidenciando que a inovação é o elo que conecta sustentabilidade, produtividade e qualidade.
Tradição que se transforma com tecnologia
De acordo com Fabrício Andrade, presidente da Comissão Nacional do Café da CNA, a atualização do posicionamento reflete uma resposta à nova demanda dos consumidores e do mercado global.
“O que fizemos foi atualizar o que os ‘Cafés do Brasil’ comunicam: desenvolvimento com responsabilidade ambiental e social, boa governança e inovação tecnológica como alicerce do setor”, explicou.
“A marca segue representando liderança em qualidade e sustentabilidade, mas agora mais alinhada às expectativas contemporâneas da sociedade e das empresas.”
O novo conceito ressalta que a tecnologia é o elo que transforma a tradição em desenvolvimento, em um ciclo contínuo de práticas sustentáveis, inclusão social, trabalho justo e proteção de biomas. A narrativa busca reforçar o papel do Brasil como líder global em café sustentável, reconhecendo que a inovação é o caminho para cultivar a tradição e colher o futuro.
A marca ESG+T: tradição, inovação e propósito
Segundo o diretor de Estratégia da Design Bridge and Partners, Renor Sell Junior, o ESG+T traduz a essência do reposicionamento.
“O país não é apenas um grande produtor, mas um líder capaz de unir tradição e futuro. Ao integrar tecnologia e sustentabilidade, criamos um modelo que preserva nossas raízes e abre novos ciclos de desenvolvimento”, afirmou.
O diretor de design Shingo Sato acrescenta que o novo sistema visual, chamado “ESGT Fields”, transforma os campos de café em expressões digitais dinâmicas, representando a modernidade e a diversidade da produção.
“Respeitamos o legado da marca, mas a projetamos para o futuro, mostrando o quão moderna, humana e tecnológica é a produção do café brasileiro”, observou.
A logomarca foi refinada para facilitar a aplicação em mídias digitais, mantendo seu reconhecimento histórico. A personalidade da marca foi redesenhada para refletir confiança, ética, autenticidade e diversidade, reafirmando o compromisso do Brasil com uma produção de café sustentável, tecnológica e inclusiva.
Café do Brasil: líder global em sustentabilidade e inovação
O diagnóstico que baseou o reposicionamento evidenciou que a cafeicultura brasileira é única no mundo por aliar produtividade e sustentabilidade. O Brasil é o maior produtor e exportador global de café, com 54,2 milhões de sacas na safra 2024/25, representando 31% da produção mundial, e o segundo maior consumidor do planeta.
Além disso, o país detém um dos maiores bancos genéticos de café do mundo, com cerca de 5 mil acessos e 174 variedades registradas, além de 43,9 milhões de hectares de vegetação nativa preservada nas regiões produtoras. Pesquisas recentes da USP e do Imaflora mostram que a cafeicultura brasileira retém mais carbono do que emite, consolidando-se como uma cadeia produtiva livre de desmatamento e de balanço positivo de carbono.
Com o conceito ESG+T, o setor cafeeiro brasileiro busca não apenas modernizar sua comunicação, mas afirmar o papel do país como referência global em sustentabilidade tecnológica, cultivando inovação e colhendo desenvolvimento — os novos pilares que definem o futuro dos Cafés do Brasil.





