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O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) recebe, nesta semana, a visita de uma comitiva da Uganda, na África. A delegação será composta pelo Ministro da Agricultura, Vincent Ssempijja, pelo Diretor da Autoridade de Desenvolvimento do Café em Uganda (UCDA), Emannuel Niyibigira, e outros integrantes. Eles devem se reunir com autoridades capixabas para discutir parceria entre os dois governos.
A visita marca o início de uma discussão a respeito de um termo de cooperação técnica entre o Espírito Santo e o país africano, para o desenvolvimento de pesquisas relacionadas à cafeicultura. A comitiva será recepcionada na sede do Incaper, e segue para a Fazenda Experimental de Marilândia a fim de conhecer o trabalho de pesquisa em Conilon desenvolvido pelo Instituto.
Os visitantes também pretendem conhecer os sistemas de produção e organização de cafeicultores nas regiões produtoras de conilon do Estado. Também estão previstas visitas aos jardins clonais da Cooabriel, em São Gabriel da Palha, e à propriedade do cafeicultor Bento Ventorim, em São Domingos do Norte, que tornou-se referência na produção de café conilon no Estado pela adoção das tecnologias desenvolvidas e recomendadas pelo Incaper, que garantem uma produção mais sustentável e de qualidade.
A comitiva chega ao Estado nesta quarta-feira (31), e fica no Espírito Santo até sexta-feira (02). As visitas internacionais são frequentes no Incaper. Nos últimos anos, a cafeicultura capixaba recebeu cinco visitas técnicas internacionais de países como Uganda, Tanzânia, México, Malásia e Estados Unidos.
A cafeicultura capixaba
O Espírito Santo é o 2º maior produtor brasileiro de café, com expressiva produção de arábica e conilon. É responsável por 22% da produção brasileira. Atualmente, existem 435 mil hectares em produção no Estado. “A cafeicultura capixaba é conhecida internacionalmente e grande parte desse desenvolvimento se deve aos resultados dos trabalhos de pesquisa, assistência técnica e extensão rural realizados pelo Incaper e parceiros. Isso desperta o interesse de outros países produtores e consumidores de café e através dessas oportunidades são feitas as trocas de experiências visando cada vez mais uma cafeicultura competitiva e sustentável ”, ressaltou o pesquisador do Incaper e coordenador do programa estadual de cafeicultura, Romário Gava Ferrão.
Fonte: Incaper





