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As novas exigências do mercado externo de café e os desafios para reduzir os resíduos agrícolas no solo estiveram no centro das considerações feitas durante o Simpósio Rede Inova Café – Qualidade com Sustentabilidade. O evento foi realizado nesta terça-feira (23), no Centro de Comércio de Café de Vitória (CCCV), na Capital capixaba, e contou com a presença de profissionais envolvidos com a cadeia produtiva do café, envolvendo desde a extensão rural a outras áreas ligadas à assistência aos produtores.
A organização do encontro é resultado de uma parceria entre Secretaria da Agricultura, Aquicultura, Abastecimento e Pesca (Seag), Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), Universidade de Vila Velha (UVV), Nescafé e Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).
O Simpósio Rede Inova Café é realizado no âmbito do Programa de Incentivo à Pesquisa, à Extensão, ao Desenvolvimento e à Inovação Agropecuária (Inovagro), que tem como objetivo principal subsidiar o desenvolvimento, a socialização, a implementação, a avaliação e o monitoramento das políticas públicas estratégicas do Espírito Santo no âmbito da agricultura.
“O Governo do Estado apoiou e financiou esses 9 projetos de pesquisa e desenvolvimento na cafeicultura, dada a relevância das exigências do mercado internacional e também das demandas dos consumidores. Os mercados estão cada vez mais restritos em relação ao consumo e exportação de produtos com limites mínimos de resíduos de agroquímicos. Existe uma preocupação das pessoas e do mercado em expansão em relação à qualidade de vida com o consumo de alimentos saudáveis e sustentáveis em todos os seus aspectos”, ressalta o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli.
No mês de março, o governador Renato Casagrande assinou o aporte de R$ 8,5 milhões em recursos para pesquisa e desenvolvimento sustentável da cafeicultura capixaba, sendo o maior investimento da história do nosso Estado e também um dos mais importantes do Brasil para esse fim. A cafeicultura no Espírito Santo é grande empregadora de mão de obra e está presente em mais de 75 mil propriedades rurais capixabas que produzem as variedades arábica e conilon, e que também são exportadas para mais de 80 países.
“O manejo racional e eficiente das plantas daninhas no cafeeiro é fundamental para que a gente possa garantir os índices de produção, mas garantir também a qualidade do produto e atender às exigências do mercado internacional, principalmente. Nesse contexto, é essencial essa rede de pesquisa, com a participação do Incaper, instituições de ensino e com o setor privado, que está compartilhando os resultados iniciais dos estudos, para que a gente possa continuar definindo estratégias na transferência de conhecimento para os cafeicultores e, com isso, produzir cada vez mais de forma qualitativa e sustentável, para atender os mercados e continuar posicionando o café capixaba”, afirma o diretor-presidente do Incaper Franco Fiorot.
Dentro das ações do Inovagro, a Rede Inova Café desenvolve pesquisa aplicada ao uso de herbicidas em café para expandir as exportações capixabas. O objetivo da rede é a geração de conhecimento científico e a difusão das técnicas de manejo em campo, visando ao maior controle da qualidade química dos cafés para ampliar as exportações para a União Europeia. O intuito é gerar soluções tecnológicas e sociais que impulsionem a inovação e o desenvolvimento sustentável da cafeicultura capixaba.




