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O cafeicultor Luiz Claudio de Souza, de Muqui, no sul do Espírito Santo, foi o capixaba mais premiado na ocasião do “Coffee of the Year 2018 ” (Melhor Café 2018), na Semana Internacional do Café (SIC), dia 9 de novembro, em Belo Horizonte. Além da vitória com o Conilon, o associado da Cooperativa dos Cafeicultores do Sul do Espírito Santo (Cafesul) foi aclamado como melhor Conilon Natural no 4º Torneio do Melhor Café Fairtrade do Brasil, promovido entre cafés com o selo da certificadora.
Aos 62 anos, o produtorfoi um dos principais articuladores para o município entrar para a nata da qualidade do Espírito Santo.Ele foi um dos fundadores da Cafesul e secretário Municipal de Agricultura por oito anos. Deste período, recorda-se da parceria entre a prefeitura, a cooperativa, o Incaper e os sindicatos na busca por solução para a baixa produtividade do Conilon em Muqui.
“Fizemos planejamento para sairmos de dez para 30 sacas por hectare em cinco anos. Buscamos as tecnologias do Incaper e levamos os cafeicultores para conhecer a realidade do norte e mostrar que aumentar a produtividade era possível ”, diz o atual diretor-secretário da Cafesul.
A renovação das lavouras com novas técnicas de manejo foi o primeiro passo. Segundo Luiz, logo a meta de produtividade foi cumprida. “Isto acabou chamando atenção e irradiou para outros produtores da região. Já existem muitas propriedades produzindo cem sacas por hectare ”.
A etapa seguinte foi incentivar a qualidade. A Cafesul encabeçou o projeto com a realização de concursos internos e capacitações. O concurso de qualidade já está em sua oitava edição.
Para o produtor, o título nacional é “o coroamento de um trabalho de longo prazo ”, trilhado com apoio da cooperativa. “Não tinha o sonho de ganhar, mas de levar o café da nossa cooperativa para um concurso mais abrangente como o da SIC. Isto possibilita promover o Conilon, que nem sempre foi tido como café de bebida ”.
“Através da cooperativa, a gente consegue reunir força e capacitação para poder trabalhar com qualidade. Sem a sua mobilização e incentivo permanente, seria impossível alcançar este resultado ”, completa Luiz Claudio de Souza.

*Amanhã você confere a segunda matéria da série “2018: o ano especial dos cafés capixabas”!





