Após IBGE divulgar resultados preliminares do Censo Agro 2017 do Brasil, agora foi a vez de saber como está o ES

O Censo Agro 2017 identificou, até o momento, 108.010 estabelecimentos agropecuários noEspírito Santo, em uma área total de 3.234.529 hectares. Em relação ao Censo Agro 2006, onúmero de estabelecimentos cresceu 28,0% (23.649 estabelecimentos) e a área totalaumentou 13,9% (394.675 hectares). Entre 2006 e 2017, aumentou a participação dos estabelecimentos com menos de 100hectares e a […]

O Censo Agro 2017 identificou, até o momento, 108.010 estabelecimentos agropecuários no
Espírito Santo, em uma área total de 3.234.529 hectares. Em relação ao Censo Agro 2006, o
número de estabelecimentos cresceu 28,0% (23.649 estabelecimentos) e a área total
aumentou 13,9% (394.675 hectares).

Entre 2006 e 2017, aumentou a participação dos estabelecimentos com menos de 100

hectares e a proporção de terras arrendadas subiu de 1,0% para 3,5% da área total dos
estabelecimentos.

Em relação ao uso da terra nos estabelecimentos agropecuários, verificou-se que, entre 2006
e 2017, a área de lavouras permanentes (como frutas e café, por exemplo) teve leve queda
de 0,4% enquanto a área de lavouras temporárias (como grãos e cana de açúcar) diminuiu
19,5% no estado.

Em 2017, havia 357.248 pessoas ocupadas nos estabelecimentos agropecuários no dia
30/09. Desse total, os produtores e trabalhadores com laços de parentesco com eles
representavam 62,9% (224.839 pessoas).

A média de ocupados por estabelecimento caiu de 3,8 pessoas, em 2006, para 3,3 em 2017.

O número de tratores aumentou 105,1% (12.464 unidades a mais) na comparação com o
Censo Agropecuário de 2006, chegando a 24.321 unidades em 30 de setembro de 2017. O
número de estabelecimentos que utilizavam este tipo de máquina passou de 9.521 para
18.416 em 2017.

Entre 2006 e 2017, no Espírito Santo, a área irrigada em estabelecimentos agropecuários
cresceu 73,7% e o uso de agrotóxicos aumentou 118,7%. O número de estabelecimentos
com acesso à Internet cresceu 2.282,6% nesse período.

Do total de produtores do estado, cerca de 7,0% declararam não saber ler e escrever. Por
outro lado, 6,4% dos produtores cursaram nível superior e 0,3% frequentaram mestrado ou
doutorado.

Segundo o Censo Agro 2017, no Espírito Santo, 86,4% dos produtores são homens e 13,6%,
mulheres. Quanto à idade, 30,8% dos produtores possuem 60 anos ou mais de idade, 64,0%
estão na faixa de 30 a 59 anos e 5,2% têm menos de 30 anos.

A população branca é a maior entre os produtores do estado, com 67,8%, seguida pela
parda (26,4%) e preta (5,5%).

Essa divulgação preliminar do Censo Agropecuário 2017 traz informações sobre as
características do produtor agropecuário (idade, sexo, escolaridade e cor ou raça) e dos
estabelecimentos (área, utilização das terras, acesso a telefone, à internet, uso de irrigação,
uso de adubos, uso de agrotóxicos, assistência técnica), a condição legal das terras e do
produtor, pessoal ocupado, infraestrutura dos estabelecimentos, características da pecuária
e da produção vegetal (efetivos e produtos da silvicultura, horticultura, floricultura, extração
vegetal, lavouras permanente e temporária), entre outros temas. O material completo desta
divulgação está disponível no link abaixo:

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Observações importantes para a análise de resultados do Censo Agro 2017

Antes de qualquer análise, é importante ressaltar que há alterações metodológicas1 em
relação ao Censo anterior e também alteração da data e período utilizados como referência
para coleta dos dados. No Censo Agropecuário 2017, foi adotada como data de referência o
dia 30/09/2017 (para informações sobre pessoal ocupado, estoques, efetivos de animais,
entre outras) e utilizado como período de referência o intervalo de 01/10/2016 a 30/09/2017
(para coleta de dados relativos à área, produção, entre outros), que são diferentes de todos
os Censos Agropecuários anteriores.

Cabe ressaltar que as críticas qualitativas dos dados ainda não foram concluídas, razão pela
qual os resultados ora apresentados são preliminares estando, portanto, sujeitos a alterações
posteriores.

Nº de estabelecimentos agropecuários por UFs, segundo os Censo de 2006 e 2017

Área estabelecimentos agropecuários por UFs, segundo os Censo de 2006 e 2017

Número de estabelecimentos agropecuários cresceu 28,0% entre 2006 e 2017 no
Espírito Santo

No Brasil, houve redução de 2% (103.484) no número de estabelecimentos entre 2006 e
2017. No Espírito Santo, o número de estabelecimentos agropecuários aumentou 28,0%
(23.649) no mesmo período.

Área total dos estabelecimentos agropecuários cresceu 13,9% entre 2006 e 2017
no Espírito Santo

No Brasil, entre os Censos Agropecuários 2006 e 2017, houve aumento de 16.573.292
hectares na área total dos estabelecimentos, ou seja, um acréscimo de 5%. No Espírito
Santo, o aumento na área total ocupada por estabelecimentos agropecuários foi de 394.675
hectares ou 13,9%.

Aumenta a participação dos estabelecimentos com menos de 100 hectares

Em 2017, havia no estado 198 estabelecimentos agropecuários com 1.000 hectares ou mais,
representando um aumento de 26,1% em relação a 2006, quando eram 157
estabelecimentos.

O número de estabelecimentos com menos de 100 hectares passou de 79.307, em 2006,
para 102.529 em 2017, ou seja, um aumento de 29,3% no período.

Já o número de estabelecimentos com 100 a menos de 1000 hectares passou de 4.299, em
2006, para 4.638 em 2017, ou seja, um aumento de 7,9% no período.

Do total de estabelecimentos agropecuários no estado, 0,2% possuíam 1.000 hectares ou
mais em 2017, mantendo a mesma participação de 2006. A participação dos
estabelecimentos com menos de 100 hectares aumentou de 94,0% para 94,9%. Por outro
lado, a participação dos estabelecimentos com 100 a menos de 1000 hectares caiu de 5,1%
para 4,3%.

Proporção de terras arrendadas sobe de 1,0% para 3,5% da área total dos
estabelecimentos

Em relação à condição legal das terras, 85.259 estabelecimentos agropecuários (78,9% do
total de estabelecimentos) declararam terras próprias em 2017. No Censo Agro 2006, eram
76.084 (90,2% do total de estabelecimentos) nessa condição. A proporção da área total dos
estabelecimentos que era ocupada por terras próprias caiu de 96,1% para 88,6% entre 2006
e 2017.

Já o número de estabelecimentos com terras arrendadas passou de 1.285 (1,5% do total de
estabelecimentos), em 2006, para 2.888 (2,7% do total) em 2017. A proporção da área total
dos estabelecimentos que era arrendada passou de 1,0%, em 2006, para 3,5% em 2017.

Áreas de matas plantadas em estabelecimentos agropecuários crescem 34,6%

Em relação ao uso da terra nos estabelecimentos agropecuários, verificou-se que, entre 2006
e 2017, a área de lavouras permanentes (como frutas e café, por exemplo) teve leve queda
de 0,4% enquanto a área de lavouras temporárias (como grãos e cana de açúcar) diminuiu
19,5% no estado.

No mesmo período, houve crescimento de 19,8% nas áreas destinadas a pastagens
plantadas. Por outro lado, houve redução de 95,5% nas áreas de pastagem natural. Houve,
ainda, elevação da quantidade de hectares destinados a matas naturais (34,8%), que são as
florestas naturais, e matas plantadas (34,6%), que são as áreas destinadas a silvicultura.

No Brasil, entre 2006 e 2017, observou-se redução de 31,7% na área utilizada para lavouras
permanentes. Já a área destinada a lavouras temporárias cresceu 13,2%. Houve, também,
redução de 18,7% nas áreas de pastagem natural e crescimento de 9,1% nas áreas
destinadas a pastagens plantadas. O Censo mostra, ainda, elevação da quantidade de
hectares destinados a matas naturais (11,4%) e plantadas (79,2%).

Tabela 1.18 – Confronto dos resultados dos dados estruturais dos Censos Agropecuários

(1) As críticas qualitativa e quantitativa dos dados ainda não foram concluídas, razão pela qual os resultados ora apresentados são preliminares, estando, portanto,
sujeitos a alterações posteriores. (2) Nas lavouras permanentes, somente foi pesquisada a área colhida dos produtos com mais de 50 pés na data de referência. (3)
Datas de referência: para 1975, 1980, 1985 e 2006: 31.12, para 1995-1996: 31.07, e para 2017: 30.09. (4) Lavouras temporárias e cultivo de flores, inclusive
hidroponia e plasticultura, viveiros de mudas, estufas de plantas e casas de vegetação e forrageiras para corte na data de referência. (5) Pastagens plantadas, em
más condições por manejo inadequado ou por falta de conservação, e em boas condições, incluindo aquelas em processo de recuperação em na data de referência
.(6) Matas e/ou florestas naturais destinadas à preservação permanente ou reserva legal, matas e/ou florestas naturais e áreas florestais também usadas para
lavouras e pastoreio de animais na data de referência.

Pessoal ocupado aumenta 12,5% e número de tratores cresce 105,1% em 11 anos

Em 2017, havia 357.248 pessoas ocupadas nos estabelecimentos agropecuários no dia
30/09, entre produtores e pessoas com laços de parentesco com eles, além de trabalhadores
temporários e permanentes. Do total de pessoas ocupadas nesta data, os produtores e
trabalhadores com laços de parentesco com eles representavam 62,9% (224.839 pessoas).

Na comparação com o Censo Agropecuário 2006, houve acréscimo de 39.680 pessoas no
total de ocupados, que era de 317.568 no dia 31/12 daquele ano, correspondendo a um
aumento de 12,5%. A média de ocupados por estabelecimento caiu de 3,8 pessoas, em
2006, para 3,3 em 2017.

O número de tratores aumentou 105,1% (12.464 unidades a mais) na comparação com o
Censo Agropecuário de 2006, chegando a 24.321 unidades em 30 de setembro de 2017. O
número de estabelecimentos que utilizavam este tipo de máquina passou de 9.521 para
18.416 em 2017.

Área irrigada em estabelecimentos cresce 73,7%

Em 2017, 46.769 estabelecimentos agropecuários disseram usar algum método de irrigação
e o total da área irrigada no estado foi de 364.569 hectares. Em relação ao Censo
Agropecuário 2006, observou-se um aumento de 87,2% no número de estabelecimentos com
irrigação e de 73,7% na área irrigada. No Brasil, esse aumento foi de 52% tanto no número
de estabelecimentos com irrigação quanto na área irrigada.

Uso de agrotóxicos aumenta 118,7% em 11 anos no ES

O Censo Agropecuário 2017 pesquisou se o produtor utilizou agrotóxicos no período de
referência da pesquisa (01/10/2016 a 30/09/2017) e 66.015 produtores responderam que
sim. Este número representa um crescimento de 118,7% em relação a 2006, quando 30.180
produtores declararam ter utilizado agrotóxicos no estado. No Brasil, esse aumento foi de
20,4%.

Número de estabelecimentos com acesso à Internet cresce 2282,6%

No Espírito Santo, em 2017, 43.196 produtores declararam ter acesso à Internet, sendo que
19.203 (44,5%) através de banda larga, e 29.720 (68,8%), via internet móvel. Em 2006,
apenas 1.813 estabelecimentos agropecuários tinham acesso à Internet, o que representa
um aumento de 2.282,6% em 2017. No Brasil, esse aumento foi de 1.790,1%.

7,0% dos produtores não sabem ler e escrever

Do total de produtores do estado, 6,6% declararam que nunca frequentaram escola e 67,5%
não foram além do nível fundamental. Além disso, 7,0% dos produtores declararam não
saber ler e escrever. Por outro lado, 6,4% dos produtores cursaram nível superior e 0,3%
frequentaram mestrado ou doutorado.

30,8% dos produtores possuem 60 anos ou mais de idade

Segundo o Censo Agro 2017, no Espírito Santo, 86,4% dos produtores são do sexo masculino
e 13,6%, feminino.

Quanto à idade, 30,8% dos produtores possuem 60 anos ou mais de idade, 64,0% estão na
faixa de 30 a 59 anos e 5,2% têm menos de 30 anos.

Pretos e pardos somam 31,9% dos produtores

A cor ou raça do produtor que dirige o estabelecimento foi pesquisada pela primeira vez em
um Censo Agropecuário. A população branca é a maior entre os produtores do estado, com
67,8%, seguida pela parda (26,4%), preta (5,5%). Completam os números os indígenas e os
de cor amarela, com 0,1% e 0,2%, respectivamente.

FONTE:
IBGE/UE-ES/SDI 26 de julho de 2018

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