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A próxima safra de café no Brasil – tradicionalmente por ser um ano ímpar – deverá ser avaliada com muita precaução, pois além disso, está comprometida por fenômenos naturais como La Niña, mudanças climáticas adversas, temperaturas elevadas, que devem ser vistos como ameaças à cafeicultura nacional.
A falta de chuvas já afetou a primeira florada ocorrida em agosto, fazendo com que houvesse seu abortamento. A segunda e mais recente, está seriamente comprometida pela ausência de chuvas, já verificando um prognóstico negativo com relação ao café a ser colhido. Como se isso não fosse o bastante, ainda temos a tempestade de granizo ocorrida em algumas regiões.
No entanto, como sempre, os sites internacionais já começaram a publicar suas previsões, na contramão do que estamos vivenciando, sem dúvidas, atendendo interesses do mercado consumidor que se aventura a fazer prognóstico de safra no sentido especulador, penalizando assim, os produtores de café. Mesmo que tenhamos uma normalização climática, ainda assim, avaliamos sério comprometimento na safra 2023/2024.
Diariamente, temos visto enorme pressão sobre os preços, faltando o entendimento dos compradores de que estão trabalhando contra eles próprios, sufocando os produtores que hoje cultivam com elevados custos de produção, com a indefinição do mercado e com a falta de renda. É impossível não atentar para o efeito climático extremamente danoso para a produção de café.
Estamos alertando e lançando um desafio: ou o mercado reconhece que o produtor não pode continuar com essa indefinição e pressão diárias, com a manifestação daqueles que buscam a desvalorização do café ou em curto prazo, aí sim, não teremos como abastecer o mundo consumidor.
O Conselho Nacional do Café (CNC) é um braço operacional da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e dentro do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC) defende permanentemente, junto a esse colegiado, a renda para os cafeicultores e a produção dentro dos princípios da sustentabilidade.




