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No Espírito Santo, cada amanhecer traz um novo convite ao encontro entre a tradição e a descoberta. É terra de sabores únicos, da moqueca capixaba ao tombo da polenta que emociona em Venda Nova do Imigrante, e de símbolos de contemplação, como o Buda de Ibiraçu, que recebe visitantes às margens da BR-101 em busca de pausa e reflexão.
Mas é também entre montanhas, lavouras, cafés e vales que se constrói um turismo cada vez mais conectado ao cotidiano do campo. Um turismo que nasce do trabalho, da hospitalidade e da capacidade das famílias rurais de transformar sua própria história em experiência compartilhada.
O Espírito Santo escolhe o turismo e o turismo responde
O Espírito Santo tem ampliado seu olhar para o turismo como estratégia de desenvolvimento. Além do tradicional turismo de praia e montanha, ganham espaço o agroturismo e o turismo rural, que convidam o visitante a vivenciar a rotina no campo, conhecer modos de produção, saborear alimentos locais e compreender a relação direta entre território, cultura e trabalho.

Esse movimento é sustentado, sobretudo, pelas famílias empreendedoras rurais, que investem em propriedades, abrem suas casas, organizam roteiros e diversificam suas atividades, mantendo viva a economia local e fortalecendo comunidades inteiras.
Pancas: o balão que revela novos horizontes
No noroeste capixaba, Pancas se consolida como exemplo de como a iniciativa local pode impulsionar novas dinâmicas econômicas. De base agrícola e forte tradição na cafeicultura, o município passa a integrar o turismo de aventura e de experiência ao seu cotidiano rural. Tanto que, atualmente, Pancas é oficialmente reconhecida como a Capital Estadual do esporte radical e do Balonismo no Espírito Santo e também como a “Capadócia Capixaba”.

Os balões de ar quente, que hoje marcam festivais e eventos, atraem visitantes e ampliam a visibilidade da região. Ainda em processo de regulamentação, essa atividade se soma a outras iniciativas conduzidas por moradores e empreendedores locais.
No solo, o turismo se fortalece com tirolesas, trilhas como a da Pedra do Camelo, cachoeiras e áreas naturais que passam a ser valorizadas também como fonte de renda e permanência das famílias no campo.
Turismo rural e novas rotas capixabas
Sim, os municípios estão se movimentando! Assim como Pancas, outros municípios capixabas estão projetando roteiros que conectam produção rural, paisagem e memória. Seja em São Gabriel da Palha, São Mateus, Colatina, Serra, Nova Venécia, Laranja da Terra ou Cariacica, experiências voltadas ao turismo sustentável integram conservação ambiental e cultura local, com protagonismo das comunidades rurais. Em diferentes regiões do estado, o turismo nasce da iniciativa de quem conhece a terra, cultiva o solo e decide empreender sem abandonar suas raízes.

Afonso Cláudio, nas Montanhas Capixabas, é reconhecida como a Capital Estadual da Biodiversidade por reunir áreas preservadas, diversidade de fauna e relevo montanhoso. O município abriga mais de 300 espécies de aves, o que o coloca como referência nacional e internacional na observação de aves. Áreas de Mata Atlântica, cachoeiras, mirantes, trilhas e atividades de turismo de aventura integram o território, junto à produção de cafés especiais e ao agroturismo. O principal cartão postal do município é a Pedra dos Três Pontões, formação rochosa associada a atividades como escalada, voo livre e rapel.





