Mais lidas 🔥

Agricultura familiar
Capixaba vence concurso nacional de inventos com descascador de café portátil

Inovação na piscicultura
Tilápias ficam mais saudáveis com uso de planta medicinal

Agro capixaba
Preço do mamão Havaí despenca e atinge mínima no Espírito Santo

Tempo e agronegócio
El Niño está chegando! Saiba como o fenômeno vai impactar na agricultura brasileira

Duas histórias, uma conexão
Quando o sotaque da roça sobe ao palco, e vence!

A Asbia mantém a previsão de expansão de5% na comercialização de material genético de gado de corte em 2018. Foto: banco de imagem
O Brasil conquistou mais um importante mercado no segmento de genética. O Departamento de Saúde Animal (DSA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) acertou protocolo para a comercialização de embriões bovinosin vivoein vitropara o Equador.O presidente da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), Sérgio Saud, avalia que a nova conquista reafirma a confiança do mercado internacional na tecnologia e qualidade da genética bovina brasileira. “Antes, as exportações para o Equador aconteciam de forma muito pontual e muito burocrática. Levavam-se meses até que todos os documentos fossem avaliados e aprovados. Com o protocolo, tudo torna-se mais rápido, principalmente no caso de embriõesin vivo ”, destaca ele.
A exportação de embriões bovinosin vitroé relativamente uma novidade no Brasil, tendo iniciado em agosto de 2016. De acordo com o Mapa, antes dessa data, não havia acordo sanitário para viabilizar esse comércio, que envolve produto de alto valor agregado pela tecnologia empregada.
A formalização de protocolo com o Equador é a primeira fora da América do Sul. Atualmente, o Brasil já vende esses embriões ao Paraguai, à Bolívia, ao Uruguai, à Argentina e para a Colômbia.
De acordo com Saud, o interesse dos equatorianos está, principalmente, no gado leiteiro, em especial Girolando. “É importante destacar que houve um interesse especial entre os dois países para que o protocolo se concretizasse. Um sinal de que os equatorianos valorizam e reconhecem a qualidade do material oferecido pelo Brasil ”, acrescenta Sérgio Saud.
Perspectiva de mercado
A Asbia mantém a previsão de expansão de 5% na comercialização de material genético de gado de corte em 2018, sendo a maior parte demandada pelo mercado interno. Saud destaca que países como Argentina e Uruguai também têm sido bons compradores no segmento.
Já no terreno leiteiro, a expectativa é de que as vendas fiquem estáveis. Os produtores de leite e seus derivados foram muito impactados com a crise econômica dos últimos anos e vêm assistindo suas receitas encolherem vertiginosamente do ano passado para cá. No front externo, a Bolívia tem sido destaque na importação deste tipo de material genético.
“Os produtores nacionais estão muito temerosos. Estão aguardando uma retomada mais consistente no mercado de leite. Recentemente houve a percepção de que o cenário poderia melhorar, mas a tendência se reverteu para negativa rapidamente ”, conta o presidente da Asbia.
Sérgio Said destaca, ainda, que outro segmento que vem crescendo é a exportação de bezerros para o Oriente Médio.
fonte: SNA.AGR





