Feira é agro!

Da roça à feira: novo vídeo da Conexão Safra mostra quem alimenta a cidade

Apresentado por John Adão, o novo vídeo percorre uma feira livre para mostrar como a agricultura familiar, a logística e a assistência técnica colocam alimento fresco na mesa dos capixabas

O novo vídeo da Conexão Safra, “Da roça à feira: quem alimenta a cidade?”, apresentado por John Adão, coloca no centro da narrativa uma engrenagem que move silenciosamente o abastecimento urbano: o trabalho dos produtores rurais, feirantes e instituições que sustentam a chegada dos alimentos à mesa da população. A produção acompanha a rotina em uma feira livre e na Ceasa para mostrar que, por trás de cada banca montada na cidade, existe uma cadeia articulada entre campo, logística, assistência técnica e comércio.

Gravado em meio ao movimento da feira de Jardim da Penha, em Vitória, o vídeo destaca o papel das feiras livres como espaço de comercialização, convivência e valorização da agricultura familiar. Logo na abertura, a reportagem reforça que esse ambiente é um ponto de encontro entre quem produz e quem reconhece o valor do alimento fresco, aproximando o campo da cidade de forma direta e cotidiana.

A produção também mostra que esse caminho não acontece por acaso. O conteúdo detalha a atuação de uma rede de apoio formada por Incaper, Senar, Secretaria da Agricultura e Ceasa, instituições que ajudam a orientar a produção, capacitar produtores, garantir infraestrutura e organizar o abastecimento. A reportagem apresenta a Ceasa como elo estratégico nesse processo, conectando o que é produzido no interior ao consumo nos centros urbanos, com operações de coleta, organização, precificação e distribuição.

Um dos pontos fortes do vídeo é a forma como traduz, em linguagem acessível, a importância da feira para a renda de pequenos produtores. Ao longo da reportagem, aparecem exemplos de agricultores e feirantes que encontraram nesse modelo uma forma de agregar valor à produção, vender diretamente ao consumidor e fortalecer o orçamento familiar. O material mostra ainda que a feira não é apenas canal de venda, mas também porta de entrada para crescimento econômico, sucessão familiar e consolidação de pequenos negócios rurais.

Os números apresentados reforçam a dimensão desse circuito. Segundo o vídeo, Vitória conta hoje com 23 feiras, sendo três orgânicas e 20 convencionais, reunindo cerca de 560 a 570 feirantes cadastrados. Na Ceasa, a movimentação diária chega a aproximadamente 1,2 milhão de quilos de mercadorias, com estimativa de que cerca de 25% desse volume siga para os feirantes. Os dados ajudam a dimensionar o peso das feiras na alimentação da população e na circulação de renda dentro da cadeia agroalimentar capixaba.

A reportagem também enfatiza que as feiras representam um encurtamento da cadeia de comercialização. Ao aproximar produtores e consumidores, esse modelo reduz intermediações, amplia a margem de remuneração da agricultura familiar e fortalece vínculos de confiança. O vídeo mostra que, para além da compra, a feira também entrega rastreabilidade, identidade e reconhecimento ao trabalho de quem produz.

Outro mérito do conteúdo é mostrar a diversidade que compõe esse abastecimento. Hortaliças, frutas, cafés especiais, mel, flores, palmito, ovos e até pescados aparecem como parte de uma mesma rede, revelando a amplitude do agro capixaba e a presença de diferentes segmentos nas feiras urbanas. A narrativa costura tradição, qualidade, procedência e relacionamento com o consumidor, sem perder o foco principal: evidenciar quem sustenta, na prática, a alimentação das cidades.

Ao final, o novo vídeo da Conexão Safra transforma uma rotina comum em pauta de interesse público. Ao mostrar que a feira é resultado de trabalho técnico, esforço familiar, planejamento comercial e apoio institucional, a produção reforça que valorizar esse circuito é também reconhecer a importância social e econômica da agricultura familiar no Espírito Santo.

Sobre o autor Fernanda Zandonadi Desde 2001, Fernanda Zandonadi atua como jornalista, destacando-se pelo alto profissionalismo e pela excelência na escrita de suas reportagens especiais. Tem um conhecimento aprofundado em agronegócio, cooperativismo e economia, com a habilidade de traduzir temas complexos em textos de grande impacto e relevância. Seu rigor e qualidade na apuração e narração de histórias do setor garantiram que seu trabalho fosse constantemente reconhecido pela crítica especializada, o que a levou a conquistar múltiplas distinções e reconhecimentos em premiações regionais e nacionais de jornalismo. Ver mais conteúdos