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Com o objetivo de aproveitar as frutas que não têm valor comercial, a produtora Nilce Merlo Chaves, de Alto Rio Novo, no Noroeste do Espírito Santo, resolveu investir na produção de azeite de hass, também conhecido como avocado ou mini abacate. A produção ainda é pequena e bem artesanal, mas Nilce está satisfeita com o resultado.
O primeiro lote de azeite, de 210 litros, foi feito em maio do ano passado. De lá para cá a produtora já chegou a processar até 300 litros em um único lote.
“Quando plantamos o avocado, eu nem pensava nessa possibilidade do azeite, a ideia era vender a fruta. Iniciar a produção do azeite foi um salto grande, importante e está sendo um sucesso. Estou extremamente feliz e satisfeita com o resultado. O azeite é suave, leve, aguenta altíssimas temperaturas e as pessoas estão gostando”, conta Nilce.
O professor do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) Campus Itapina, Wilton Soares Cardoso, explica que “a variedade de abacate hass ou avocado é usada no mundo todo para produção de azeite. A fruta é boa para esse fim porque tem uma maior concentração de óleo e no processo de extração tem um rendimento maior“, conta Wilton.
Para dar início ao processamento, a produtora fez um investimento de cerca de R$ 10 mil reais para aquisição de galões, etiquetas, garrafas e lacres. Sem a prensa, item essencial para transformar o avocado em azeite, Nilce terceiriza o serviço em uma empresa de Venda Nova do Imigrante. O restante do trabalho é feito por ela mesmo, no sítio da família.
“Recebo o azeite em galões, esterilizo os litros, envaso, lacro e coloco os rótulos. Dessa forma fica mais em conta para mim e aquela fruta que antes estragava agora conseguimos aproveitar, não temos mais perdas”, salienta Nilce, que também é quem vende o azeite em feiras e na própria casa.
Além de várias espécies de abacate, Nilce também produz uva, mirtilo, framboesa vermelha e amora preta.





